Sonegação de impostos, governo corrupto. Marido mente para a esposa, mulher trai o marido. Tem gente que oculta fatos e tem fatos que penalizam quem não mentiu.
Confuso? A mentira não morre, mas enfraquece.
Recentemente, a ForeBrain, empresa carioca, desenvolveu um formato de pesquisa neurocientífica. Em um caso específico, comprovou-se que, quando os pesquisados questionados sobre a embalagem de um produto, demonstraram-se insatisfeitos, porém na aplicação da pesquisa neurocientífica comprovou-se que o que incomodava era um ponto diferente do que disseram.
Olhar para o convívio social traz luz a alguns comportamentos, que levam os indivíduos, a decidir com julgamento proveniente de uma percepção real, porém de interpretação distorcida.
Implica-se com copo sujo, gasta se papel com recados na copa. Aí quem colocou o papel, lê inconscientemente e deixa lá sua xícara suja. Uma crença de organização que até mesmo quem cobra, não acredita mais.
Mentira? Sim. Antes de enganar o outro, geralmente, o indivíduo já se enganou, e bem.
Expressões como: Amo o que faço; é preciso dar feedback; não gostei daquela roupa; meu parceiro (a) é plenamente satisfeito (a).
Tudo isso vai por água abaixo quando: O “amor ao trabalho” encontra um novo e bem mais remunerado. Aí dá até para abandonar a carreira.
Depois: O feedback que era para alinhar a conduta desalinha o emocional do colaborador.
E não para por aí: A roupa odiada precisa de alguns meses para ocupar o guarda roupa de quem criticou.
E por fim: A satisfação sexual maquiada é desmascarada no chá das 15h com as amigas (os) ou no HappyHour com os amigos (as).
Mentir pode ser questão de sobrevivência em alguns casos, mas é bom pensar que muitas das tragédias, doenças, desequilíbrios, são alimentados pela enorme malha social de mentiras que não se desfaz da noite para o dia.
*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.