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Curiosidades culinárias

Por Cesar Colleti 9 de janeiro de 2016 2 min de leitura

​Você sabe como surgiu o famoso Arroz de Braga? Se acha que foi em Portugal,engana-se, pois por lá o pedido dessa receita é até motivo de piada nos restaurantes portugueses. E o delicioso bife à milanesa? Será que foi na Itália? Venham comigo saber um pouco mais sobre a origem dos deliciosos pratos que consumimos com frequência e já fazem parte da nossa história!

BAURU: o delicioso sanduíche que a maioria das pessoas conhece contendo pão, presunto e muçarela, nada tem do legítimo bauru, criado nos anos 30 pelo radialista Casemiro Pinto Neto, na tradicional lanchonete paulistana Ponto Chic. O verdadeiro bauru leva camadas generosas de rosbife caseiro, rodelas de tomate, pepino cortado bem fininho, quatro tipos de queijos derretidos num pão francês sem miolo.

MOSTARDA: romanos misturavam as sementes com o suco de uva para fazerem uma espécie de vinho, daí o nome derivado do latim mustum ardens (vinho que arde). Na Ìndia e na Dinamarca, as mesmas sementes eram utilizadas para afugentar maus espíritos. Já o molho como conhecemos hoje teve sua origem na França na Idade Média, quando moíam as sementes de mostarda com sal, vinagre e pimenta.

STROGONOFF: Prato de origem russa. Seu nome original é Strogonov. No século XVI, na Rússia, os soldados levavam sua ração de carne, cortada em nacos, em grandes barris, debaixo de uma mistura de sal grosso e aguardente para preservar. Coube a um cozinheiro do Czar Pedro, o Grande, que era protegido do general Strogonov, melhorar e refinar a mistura. Com a Revolução de 1917 e a emigração dos russos brancos, a receita chegou à França, onde foi refinada, chegando à forma atual.

PIPOCA: antes mesmo da América ser descoberta, os índios da América do Norte já comiam pipoca. Eles descobriram essa iguaria adorada em grande parte do mundo ao colocar uma espiga de milho no espeto, levando-a ao fogo. Depois testaram jogar os grãos soltos num fogo baixo e também cozinhar o milho numa espécie de panela com areia quente. Independente do método, o resultado era o mesmo que conhecemos hoje.

Bom apetite!

*Esta coluna é semanal e atualizada aos sábados

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