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Desafio das mulheres empreendedoras

Por Cesar Colleti 3 de março de 2016 3 min de leitura

​No próximo dia 8 de março, as mulheres comemoram seu dia com excelentes números nos negócios brasileiros. Dados da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), divulgada pelo SEBRAE no ano passado, indicaram que elas representam 52% dos empreendedores com menos de três anos e meio de atividade.

Segundo especialistas, o aumento de mulheres à frente de um negócio é um reflexo natural do avanço do sexo feminino no campo de trabalho. Se há duas décadas, o número de mulheres que possuía experiência suficiente para investir neste mercado era pequeno, hoje esse cenário mudou.

A busca por flexibilidade para exercer seus diversos papéis sociais e a necessidade de encontrar satisfação pessoal fora do mundo corporativo padrão são outros pontos que explicam esse fenômeno.

Cada vez mais as mulheres estão usando suas potencialidades para ocupar cargos que exigem liderança e capacidade de decisão. Como elas apostam em qualificação, têm contribuído para que o perfil do empreendedor brasileiro ganhe em escolarização. Apesar deste crescimento na participação, as mulheres empreendedoras ainda precisam enfrentar alguns desafios:

– Conquistar mercados majoritariamente masculinos – Alguns setores, como o de tecnologia, ainda são predominantemente masculinos.  Para aumentar sua penetração nesses segmentos, as mulheres precisam aprender a ser mais competitivas.

– Aprender a delegar – Muitas mulheres têm uma tendência natural de querer controlar tudo o que acontece à sua volta. Fazer uma gestão de um negócio eficiente é praticamente o oposto disto. Como já diria Steve Jobs, cofundador da Apple: “Concentre-se naquilo que você é bom, delegue todo o resto”.

– Driblar os estigmas sociais – Nem sempre é fácil conciliar os papeis de mãe, esposa e empresária quando se tem o peso das cobranças sociais. Muitas empreendedoras se sentem angustiadas ao assumir todas essas responsabilidades, como se elas ainda fossem conflitantes.  É preciso quebrar esses padrões para que elas possam exercer plenamente todos os papeis que quiserem.  Preconceitos sobre a capacidade feminina também precisam ser extintos já que elas já provaram que podem ser tão competentes quanto os homens.

– Exercitar o networking – A pesquisa do SEBRAE apontou que as mulheres brasileiras estão as que menos fazem networking.  Aprender a fazer as conexões certas pode ser determinante para o desenvolvimento de um negócio.

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*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.

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