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SAÚDE E APTIDÃO

Por Cesar Colleti 16 de março de 2016 2 min de leitura

Nasci em 1983. Em 88 estava na pré-escola e as promessas de um futuro promissor exigiam o bom comportamento e desempenho em sala de aula. De 88 a 97 percorri um longo caminho até o Ensino Médio. Este sim, agora, a verdadeira precedência e reta final para o Ensino Superior. Àquele que me conduziria ao mercado de trabalho. Plano de carreira, promessas, estratégias sem fim. 33 anos.

A sociedade moderna elicia o aprimoramento contínuo seja do corpo, do intelectual, da alma e do equilíbrio emocional. Não é por acaso que a prestação de serviços em “bem-estar” é capa da revista Conexão (Ano VIII, nº 51, NOV-DEZ 2015) para citar um veículo específico, além de estar presente com maior frequência em telejornais e prioridades nos assuntos de família e redes sociais.

APTIDÃO não tem objeto. É o “cada vez melhor”, “o saco sem fundo”, o corpo perfeito, o “serei feliz quando eu ter”, para o próximo cargo precisarei disso para o outro cargo.

SAÚDE, pela etimologia da palavra, refere-se à conservação. Se o problema é dor de cabeça: Um analgésico, meditação e talvez algumas horas de sono são suficientes para o fim da dor, o fim do processo.

Neste momento penso na CRIATIVIDADE, àquela que propõe saúde à vida e negócios, pois é capaz, acima de tudo, tornar real, produzir e erguer.

Mas as práticas de APTIDÃO e SAÚDE tem se cruzado. Estou me referindo aos hipocondríacos, não só dependentes de remédios, mas viciados no bem-estar contínuo da vida e dos negócios.

Empresas e pessoas tem buscado a SAÚDE como um estado sem fim. Isto demanda energia e dinheiro demasiados.

É comum e esperado que na maior parte do tempo e da vida queiramos estar bem, mas temos tempo pra sorrir e pra chorar, falar e calar, protestar e deixar pra lá e não olhar para as circunstâncias como algo que não pode ser mudado.

O comportamento frenético da humanidade em buscar, fazer reuniões, agir, agir e agir, tem afastado o pensamento, o ócio, aquele tempo em que se coloca “a cabeça pra pensar” pra que as coisas tenham começo, meio e fim SAUDÁVEIS, com portabilidade e terreno para a Evolução.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

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