Em qualquer cenário da vida moderna está mais do que saturado em observações empíricas ou pesquisas científicas aprofundadas a forma como os seres humanos se relacionam com o sofrimento.
Dentre os cenários podemos destacar os principais: VIDA e TRABALHO.
Na vida temos exemplos – embora eu não queira aqui, classificar ou colocar a riqueza humana dentro de quadradinhos ou categorias – a menina que busca o marido perfeito, o jovem que almeja ser bem-sucedido nos negócios, o idoso que busca a paz absoluta, o líder que nunca encontra a fórmula perfeita de lidar com pessoas, o adolescente diante da impotência de seus argumentos lógicos e rebeldes contra os pais experientes. O empreendedor bem-sucedido que quer replicar seu modelo de ser empessoas que não são ele. Daria uma lista interminável de indivíduos diante de seus desafios, ou melhor, CONFUSÕES e é por isso que o saco não tem fundo e a conta não fecha.
A maior parte do tempo tem sido tomada em pensamentos, reflexões e arquiteturas, processos e projetos ou para amenizar problemas que precisam apenas ser suportados ou erradicar o sofrimento. E no meio de toda essa maratona sem fim destaca-se quem cair por último. Isto é infantil, isto não cria e sim: ABORTA ou faz nascer prematuro, ainda com mais problemas.
Desejando ou não o sofrimento ele irá nos visitar. Desejando ou não o peso até o calvário do êxito de algum empreendimento ele estará lá, natural, como sempre esteve.
Em grande parte das situações empreendemos uma espécie de arquitetura para encontrar culpados que não sejam NÓS MESMOS ou que seja NÓS, mas por grande influência de algo ou pessoa externa. E quando encontramos, arquitetamos a solução, passo a passo, milímetro a milímetro e quando o tratamento acaba e não produz a amenização ou a erradicação do “mal presente”, desistimos, fugimos ou fingimos ter dado certo, resta agora insistir na mesma estratégia até a exaustão.
O sofrimento é natural, nasce por ele mesmo (muitas vezes provocado) e morre por ele mesmo. O que quero dizer é que não há vida só com ganhos ou só com perdas. Existem aqueles sofrimentos que amenizamos, que podem voltar. Existem aqueles que erradicamos, mas não para sempre. Existem aqueles que evitamos, administramos, mas não deixarão de existir. A vida nunca foi um mar de rosas.
Talvez, aceitar o “Kit Completo da Vida” que vem com alegria e tristeza, saúde e doença, riqueza e pobreza. Talvez seja melhor do que esperar só a Felicidade plena.
O sofrimento, ensina, engrandece, nutre a arte, rasga a alma para que ela se torne maior como afirma Viviane Mosé no vídeo abaixo. Então pode ser mais criativo suportar até que se possa superar como afirma o Papa Francisco no vídeo mais abaixo. É claro que tudo precisa ser contextualizado. Do contrário este texto poderia ser só mais um remédio, uma receita. Assista! São curtinhos:
Viviane Mosé | O Sofrimento Move a Vida
Papa Francisco | Como enfrentar dificuldades


