“É que Narciso acha feio o que não é espelho…”. O trecho da Canção “Sampa”, de Caetano Veloso, deixa sinais do comportamento que faz a humanidade se perder tanto e culpar o “OUTRO”, tamanha a perdição em que se encontra.
Ferdinand de Saussure, linguista e filósofo suíço, trata a língua como um sistema formado por signos, que é a relação entre significados e significantes, onde significado representa o conceito e significante trata-se da forma gráfica e som. Por exemplo: “Espelho” é um signo, composto por um conceito (ideia de espelho), escrita (a palavra) e som (pronúncia).
A relação da linguística com as “VAIDADES” se dá a partir do momento em que um indivíduo, a partir da linguagem se esforça a persuadir o outro a uma ideologia, comportamento, algo ou alguém que se pretende alcançar, ou seja, tenta vender seus signos de felicidade e sucesso para que outros acreditem e o ajudem buscar, porque talvez o seu sonho, visto a sua VAIDADE, é tão grande que não dá pra buscar sozinho.
Para Greimas, linguista russo, a estrutura da comunicação se dá pela articulação de dois polos opostos. Desta forma é possível observar a diversidade de crenças instaladas na sociedade como a mais comum entre todas: Bem sucedido versus Mal Sucedido.
A ciência comprova que vícios são hábitos repetidos direcionados por caminhos neurais que proporcionam, em muitos casos, benefícios hoje e malefícios amanhã. Assim muitas práticas corporativas e atitudes pessoais, são guiadas por vícios, porque é “assim que tem que ser”.
Quando o indivíduo pensa ter despertado para o “Fazer por que quero, por que sou autêntico” seu querer, na maioria dos casos é pra satisfazer sua vaidade. Desta forma, parece que ação e reação humana comportam-se num ciclo repetitivo de satisfações, por ter prazer em conseguir ou em conseguir para outro.
*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.


