Como diria Darwin: “Não os mais fortes e mais inteligentes que sobrevivem, são os que se adaptam. ”
Será?
Não há muitas dúvidas que a resiliência se trata de uma competência desejada dentro das corporações e relações humanas. Em síntese trata-se de uma pessoa capaz de se adaptar e voltar ao seu normal, à sua vida, sem danos. Quase que “flexibilidade”.
Quero trazer luz ao fato de que não devemos nos adaptar a tudo para sobreviver até porque o patamar de sobrevivência pode estar bloqueando nossa visão de futuro e oportunidades.
Quem se adapta demais torna-se sólido, como que pregado ao chão, às regras, às academias corporativistas que visam seus próprios interesses sem grandes interesses democráticos e de justa distribuição.
Não contestar, dizer sim a tudo e a todos pode estar fazendo com que as coisas que você não quer sufoquem àquelas que são os seus mais genuínos sonhos.
Tenho medo de pessoas que dizem se adaptar a tudo. Digo isso em tom irônico com irreverência, até porque não dá para ter como espelho uma pessoa que nem mesmo se admira, deixa de lado seus ideais, pensamentos, intuição, desejos e capacidade de mudança.
Para as almas ainda possuídas por coronéis, senhores do feudo, entre tantas outras “classificações” isto é terrível. É abrir mão do poder centralizado, é largar o osso e deixar que mais pessoas opinem, enriqueçam e se desenvolvam em uma sociedade, de fato, justa e democrática. Isto soa a eles como RESISTÊNCIA.
Pois é. Ter resistência para tolerar maus tratos, assédio moral, pressão e condições precárias no trabalho, serve. Ter resistência por uma vida e um mundo melhor, nem tanto.
Escolher ao que se adaptar, principalmente no trabalho, é definir, mais ou menos como será seu futuro e a essência dele.
*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.


