Na coluna desta semana eu pretendia dar sequência ao assunto da semana passada sobre a produção musical independente, mas vendo ontem as manifestações contra e a favor do governo, resolvi mudar de assunto e escrever um cadinho sobre a música de protesto. Não vou aqui me aprofundar nem fazer um trabalho científico sobre o assunto, apenas lembrar o papel importante que a música popular exerce sobre as pessoas, principalmente nesses momentos de crise.
Na Wikipédia, música de protesto é uma categoria que engloba cançõesde música popularcompostas com o intuito de chamar a atenção do ouvinte para um determinado problema da atualidade, seja ele de origem social, política ou econômica.
Usar a canção popular para protestar já era um recurso usado pelos Beatles, por exemplo, quando cantaram Revolution: “Você diz que quer uma revolução? Bem, todos nós queremos mudar o mundo!”.
No Brasil, na mesma época, aconteciam os festivais de música que começaram na TV Excelsior em 1965 e foram para a Record no ano seguinte, com nomes que iam de Geraldo Vandré a Chico Buarque, passando também por todos os nomes da segunda geração da bossa-nova que não cantavam mais sobre o barquinho que vai e vem. Chegou Edu Lobo e trouxe, por exemplo, Ponteio e Upa Neguinho, cuja letra dizia:




