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A Páscoa é mais que chocolate e bacalhau…

Por Cesar Colleti 26 de março de 2016 7 min de leitura

Na realidade de violência, de caos e de consumo aqui e em todo o planeta as pessoas já estão perdendo o sentido maior da Páscoa? Você é quem tem que questionar e responder este tema hoje aqui no blog da gente, esta data tem a ver com a energia divina de que precisamos urgente na vida humana. 

Na memória cultural de Jesus e na realidade violenta de hoje a Páscoa tem um sentido maior

 

“Quando você pensa em chocolate, bacalhau e coelho que comemoração te vem à mente? Com certeza você responde Páscoa: mas você sente a mensagem da vitória de Jesus sobre a morte?“: esta pergunta nos foi enviada por e-mail por Maria Fernanda, ecologista que é pesquisadora de antigas tradições cristãs, que vive e trabalha com Informática em São Paulo (SP). A partir desta questão, vista como um mote, a gente aqui nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia abrimos hoje o nosso webespaço para esta discussão, que consideramos ser da maior importância cultural, com informações também do site gospelmais.com.br Confira a seguir e vamos juntos na luta por uma transformação na realidade, o que passa pela busca de um desenvolvimento sustentável, valorizando a ecologia no dia a dia do país e também do nosso cotidiano, recuperando também o sentido universal das mensagens de Jesus: já agora no Século XXI nossa espécie de vida ainda não assimilou a sentido de superação da morte e de toda a desumanidade que a Páscoa transmite, não entendemos até hoje ainda o seu slogan original, ecológico e profundo de renovação da vida. 

 

Crianças e adultos precisam ser alertados sobre o conteúdo divino que a Páscoa tem pros humanos

Conteúdo histórico da festa que incentiva até um renascimento do ser humano

Esta festa destes dias como a conhecemos hoje (com ovos de chocolate, alusão ao coelho, consumo de ovos de chocolate, presentes, comilança e uma certa balada) modelou-se com o passar dos anos, mas tem como principal influência a Páscoa Judaica. Antes de Jesus morrer na cruz e ressuscitar tinha variadas conotações o conteúdo pascal a depender de cada religião ou cultura de cada povo. A Páscoa cristã e a judaica são diferentes, mas é a partir desta festa universal em que os cristãos comemoram a ressurreição ou a superação da morte conseguida por Jesus Cristo, que ela se tornou da maior importância para o ser humano ter a noção que pode suplantar as suas misérias, fraquezas e limites. Para os judeus a Páscoa significa passagem, por isso o nome da festa é Pessach. De acordo com esta tradição, a primeira celebração da Pessach ocorreu há 3500 anos, quando Deus enviou dez pragas sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, – que seria a morte dos primogênitos das famílias egípcias –  Moisés  foi instruído por Deus a pedir que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas, para que seus primogênitos não fossem exterminados. Quando anoiteceu as famílias comeram a carne de um cordeiro sem mancha, pães sem fermento e ervas amargas. Depois um Anjo, também enviado por Deus, matou todos os primogênitos egipícios que não tinham a marca damezuzót. Depois da força desta tragédia, o Faraó libertou os hebreus da escravidão. Como memória desta libertação foi instituído para todas as gerações de judeus a celebração da festa de Pessach, como forma de lembrar o castigo dos seus inimigos e o favor de Deus. Esta memória então, significa a passagem divina na Judéia através de seu mensageiro, um Anjo. Depois foi acrescentado a esta concepção a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, confirmando a sua libertação. Os judeus comemoram até hoje os valores desta história narrada no livro Êxodo da Bíblia: liberdade, justiça e reinício do ciclo da vida. Para os cristãos em geral, também os católicos, a Páscoa tem um significado semelhante, é a comemoração da passagem de Jesus da morte à ressurreição. Os primeiros cristãos passaram a comemorar a Páscoa, como conhecemos hoje, porque viram uma relação entre a libertação do povo judaico no Egito com a liberação da morte para a vida de verdade,conforme a filosofia Jesus, considerado filho de Deus. Um outro motivo para que esta festa cristã tenha o mesmo nome da celebração judaica deve-se à Paixão de Cristo ter acontecido no início do Pessach. Então a última ceia teria sido um Seder, o jantar realizado na véspera da Páscoa judaica. Embora as duas festas tenham o mesmo nome não ocorrem na mesma data. A Páscoa cristã é comemorada no primeiro domingo de Lua cheia depois do equinócio de primavera (outono, aqui no hemisfério sul). Já as comemorações da Páscoa judaica têm início na primeira Lua cheia do mesmo equinócio. “O início do Pessach e a Páscoa da gente podem até cair no mesmo dia, mas isso dificilmente ocorre. Porém, as duas festas têm um conteúdo similar, o da presença da energia divina em nosso pobre e limitada vida humana”, comenta por aqui o nosso editor, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha.

A tradição dos ovos da Páscoa também tem história muito antiga


Até o coelho pascoalino tem um sentido maior e mitológico



A partir do século IX, com a conversão do povo germânico ao cristianismo, alguns símbolos das festividades pagãs foram incorporadas na festa cristã. Este é o caso do coelho, que era a representação da deusa da primavera entre os povos bárbaros. Ainda hoje, Páscoa é chamada Ostern em alemão e Easter em inglês – derivações do que era o nome da deusa Eostre. Essa relação do coelho com a fertilidade foi mal interpretada por ingleses até meados do século XX. Durante a festa faziam-se brincadeiras eróticas ou nas ruas, como levantar uma mulher três vezes para ganhar um beijo. Na maioria dos povos, desde as mais remotas épocas, o ovo é símbolo de nascimento e ressurreição. Diz a lenda que Simão, o cirineu que ajudou Jesus a carregar a cruz ao Calvário, era vendedor de ovos. Ao voltar para casa, depois da crucificação, percebeu que os ovos estavam todos milagrosamente coloridos feito um arco-íris. Já o coelho era o símbolo da fertilidade no Antigo Egito. Não foi difícil, portanto,a partir daí a Páscoa ganhar um símbolo que fosse popular e facilmente reconhecível. Assim, o coelho esconde ovos coloridos em ninhos, para que as crianças possam procurá-los, como presente de Páscoa. Bem, mas a gente não pode é omitir o sentido original e maior desta data milenar, que é muito mais importante do que só o consumo de ovos ou de presentes ou apenas um motivo de feriado e de festa. 

O sentido maior desta data é alertar sobre a energia divina de que o ser humano precisa

  

Amanhã, aqui, mais informações para você, esteja você onde estiver, paz, Padinha!

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