domingo, 14 jun 2026 ⛅ Franca 15°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%
zero

ALIENADO

Por Cesar Colleti 22 de novembro de 2016 3 min de leitura

A palavra “ALIENADO” do latim “ALIENUS” tem relação com “outra pessoa”.

Uma pessoa pode ser alienada à política vigente, constituição, cônjuge, à empresa que em que exerce suas atividades profissionais, entre tantas outras alienações que podem se classificar de circunstâncias a patologias graves.

Entre ter opinião própria até o momento de se alienar existe um espaço de tempo, mas não se cruza a ponte sem opinião própria. Até se cruza, mas os resultados têm grande probabilidade de serem alheios.

Qualquer pessoa ou profissional são dotados de talentos, que provêm de seus valores, competências, estado físico-mental, espírito-emocional e alguns tem o privilégio de cuidar, descobrir e utilizar todo este aparato para construção de coisas úteis ou capazes de beneficiar a si e outras pessoas.

Não dá para ficar “politicando” o tempo todo. Por exemplo: Hoje eu cedo amanhã me imponho. Tudo precisa partir de um sentido. Aquilo faz sentido, pelo menos para mim?

Tenho “ferramentas” para trabalhar?

Tenho uma estratégia, ou seja, o caminho que vou percorrer?

Tenho um plano tático, ou seja, como vou me posicionar?

E aí é que vem? Quem são os indivíduos que farão parte desta missão?

Vivenciamos um cenário onde, quando chega este momento, de contar com pessoas, criamos um mapa de condutas com cada uma e procuramos adequação a cada estilo cognitivo, sensibilizamos tudo para que a jornada seja a mais pacífica o possível. Alienação.

Acontece que o ser humano em sua essência, necessita emergencialmente, se condicionar a suportar o sofrimento que pode se manifestar de toda forma:

Seja no desgaste físico de uma tarefa que precisa ser feita, no compromisso que requer dormir mais cedo para acordar mais cedo, estudar nas férias, ouvir, como dói ouvir de verdade.

A alienação pode ser produtiva quando é voltada para uma causa, um objetivo, como o de Sully, o piloto Herói do Rio Hudson em 15 de janeiro de 2009. Seu objetivo, por mais arriscado e desconfortável que fosse tinha um objetivo: Pousar a aeronave onde era possível para salvar a vida de 155 pessoas.

Tem até filme que estreia em 1 de dezembro de 2016. Assista o trailer:

Dói, mas é por uma causa nobre.

Pare e questione-se:

Você tem se alienado a tudo?

Ou você pensa: Alienado a quê ou a quem, para o que?

Quando você sente uma cefaleia que não o incomoda a 1 ano e resiste a um medicamento para poupar seus rins e fígado é uma coisa, mas quando você está alheio a dor que o incomoda há 1 ano é outra coisa. É hora de se sacrificar um pouco mais, tratar, procurar um médico, um terapeuta, sofrer um pouco, amenizar, curar ou evitar a frequência da dor de cabeça.

Temos tempo até para se alienar. Que sejam poucas alienações a ideias egoístas e fascistas ou modismos. O mundo tem muito para oferecer, nós temos muito para transformá-lo com pequenas atitudes, que, valem mais que reuniões extensas, aquisições caras e falácia.

Quando a alienação é por uma circunstância, mas tem uma causa, ela, a alienação, já nasce com prazo de validade.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

Leia também