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APEROL SPRITZ

Por Cesar Colleti 3 de dezembro de 2015 3 min de leitura

​Pouco tempo atrás, fui apresentado por um casal de amigos ao Aperol Spritz que, palavras deles, é o drink do momento nos happy-hours parisienses. Nascido em Veneto alguns verões atrás, caiu no gostos dos italianos e depois por toda a Europa. Tornou-se queridinho na França – onde o elegante casal o conheceu durante uma temporada que esteve por lá.

Seu sobrenome, Spritz, é um velho conhecido. Usa-se o termo para designar o drink que tem como base a mistura de água com gás e vinho, seja ele branco ou tinto. Servidos como aperitivos, os Spritz (a ideia do nome é reproduzir o barulho da esguichada de um líquido gasoso) tem sua origem creditada ao exército austro-húngaro durante a dominação da região italiana de Friuli Venezia Giulia que, para amenizar a alta concentração de álcool nos vinhos locais, os acrescentavam água. O fato é que desde então a bebida difundiu-se para outras cidades – e logo por toda Itália. Hoje é impossível ditar uma composição única para o Spritz que, como o Drymartini, há incontáveis formas de preparo por trás de cada balcão de bar. Porém, assim como o gim e o vermute no drink de Ernest Hermingway, o vinho e a água gaseificada são presenças confirmadas em todas as variantes.

Nascido no país da bota, uma dessas variantes é o próprio Aperol Spritz e, apesar de serem conhecidos por seus famosos aperitivos de sabores amargos (entre tantas outras coisas boas, que fique claro), o drink aparece como opção mais leve e refrescante, ideal para os dias quentes dos últimos verões europeus.

De cor vibrante, sabor refrescante e teor alcoólico baixo (11%) o vermute Aperol é o responsável pelo sabor levemente amargo do drink e o tom alaranjado e chamativo . Na minha versão – sim, já mudei a receita – junto duas partes dele com três partes de prosecco numa taça grande de Bourdeaux cheia de gelo, com duas rodelas grossas de laranja. Finalizo completando com água com gás.

Seu leve toque amargo e final adocicado o fez querido das mulheres. Acompanha-o à mesa rodeado de entradinhas de chips, azeitonas, tartare e frutos do mar. Acho que deve ficar bom acompanhando alguns crostinis e bruschettas. E se for sentado à mesa numa elegante calçada na terra de Michelângelo melhor ainda. Salute!!

Inté!

*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.

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