Uma reunião realizada entre Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), e donos de postos de combustíveis de Franca na tarde de quinta-feira (17), serviu para debater a Ação Civil que corre há 7 meses e tem como objetivo proteger frentistas da contaminação por benzeno, substância tóxica presente na composição da gasolina. Ela pode causar várias doenças se houver contato prolongado com o corpo humano.
Uma portaria do Ministério do Trabalho detalha a importância dos equipamentos de proteção individual. “Dentro da Norma Regulamentadora – (NR20), existem vários itens de risco impostos com vapor da gasolina e vários empresários da cidade contrataram um profissional da área de Segurança do Trabalho para auxiliar na forma correta que os frentistas podem trabalhar com mais proteção”, disse Marco Antônio, presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis.

Segundo o presidente da Associação dos Proprietários dos Postos de Combustíveis, Paulo Rogério, várias medidas foram adotadas para evitar o risco, entre elas, bico automático na bomba de combustível. Outras ações também serão retomadas. “A utilização de luvas e máscaras já acontece, outras medidas protetivas, como treinamento coletivo para os frentistas e campanhas para os consumidores serão reativadas, após a reunião de ontem”, afirmou Paulo.
Durante a reunião de quinta-feira, auditores definiram que as fiscalizações começam dentro de dois meses. “A Ação Civil já dura 7 meses e tem o objetivo de regularizar em Franca essa situação, notificações foram encaminhadas para 200 postos da cidade e região”, disse o auditor Fernando Miguel da Silva.
As fiscalizações começam dentro de dois meses e, em caso de irregularidades, o posto pode ser autuado e, dependendo do caso, até ser multado ou interditado.


