sábado, 13 jun 2026 ⛅ Franca 23°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%
Saúde

Cerca de 8% das mulheres sofrem de pré-eclâmpsia na gestação

Por Cesar Colleti 8 de julho de 2018 3 min de leitura

Durante a gestação todo
cuidado é pouco, já que existem algumas doenças perigosas que podem colocar em
risco a vida da futura mamãe e do seu bebê. Uma delas é a Síndrome de Hellp –
complicação que, embora também ocorra isoladamente, é um agravamento do quadro
de pré-eclâmpsia.

A Síndrome tem um
conjunto de indícios que podem ser facilmente confundidos apenas com a
pré-eclâmpsia, devido aos sintomas serem muito parecidos, como aumento da
pressão arterial, inchaço, cefaleia, náuseas e vômitos. Porém, ela possui um
sinal característico que é uma dor perto da boca do estômago e as complicações
podem ser bem mais graves se não for diagnosticada precocemente, explica a
obstetra, Dra. Maria Elisa Noriler.

Estima-se que cerca de 8% das
mulheres que já têm pré-eclâmpsia, podem desenvolver a Síndrome de Hellp. As
gestantes com predisposição para desenvolver a doença são as que sofrem de
lúpus ou diabetes, complicações crônicas dos rins e coração.

A Síndrome reduz as funções hepáticas
e o número de plaquetas no sangue, além da hemólise, que é a destruição dos
glóbulos vermelhos no organismo.

“Essas alterações colocam em risco a
vida da mãe, pois pode apresentar quadros de hemorragia, de edema agudo do
pulmão, falência cardíaca, insuficiência renal e problemas no fígado. Já o feto
pode sofrer complicações devido ao descolamento da placenta, prematuridade , e
insuficiência respiratória e ainda o possível aparecimento da Deficiência de
LCHAD, problema que pode prejudicar o seu desenvolvimento no futuro”, conta a
obstetra.

A doença é diagnosticada por meio de
exames clínicos laboratoriais e algumas alterações indicam a presença da
Síndrome, tais como: alterações das enzimas hepáticas e queda na contagem das
plaquetas. “O tratamento aconselhável dependerá da idade gestacional da
mãe. Ele pode ser realizado com o uso de medicamentos, internação para
acompanhamento pelo obstetra e controle dos sintomas e, em casos mais graves, a
interrupção da gravidez, independente da fase gestacional”, explica Maria
Elisa.

Atualmente, não se tem conhecimento
de nenhum tratamento específico que previna a doença, porém o diagnóstico
precoce eleva as probabilidades de que mãe e bebê sobrevivam. “Se a gestante
apresentar qualquer sinal da Síndrome de Hellp, deve-se procurar rapidamente
seu médico para que ele realize o diagnóstico e tome as medidas necessárias
para evitar que o caso evolua para um estado mais crítico”, finaliza a
especialista.

Leia também