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CIVIL PARA QUEM?

Por Cesar Colleti 23 de março de 2016 3 min de leitura

Nos últimos meses acompanhamos escândalos de corrupção, notícias sobre a crise política, econômica, novos atentados pelo estado islâmico, entre outras barbaridades que prometem ser apenas o princípio, a ponta do iceberg.

É importante observar as manifestações e entender que eles buscam um objetivo comum? Comum para quem?

São manifestações públicas-mas-não-civis até que “PTISTAS” e membros da oposição caminhem livremente meio aos protestantes sem ultrajes ou ações coercitivas. Até que ambos se respeitem no mesmo espaço. Civilizadamente.

Acontece que a ética regula a moral até que “a água bata na bunda”, na maioria dos casos.

Segundo Levi Strauss em Tristes Trópicos a humanidade utilizou 2 estratégias para enfrentar as alteridades do OUTRO. Uma antropoêmica, outra antropofágica.

A estratégica antropoêmica visa a separação do espaço dos senhores e escravos. A antropofágica visa a aniquilação ou adequação a um modelo. Era o que Hitler pretendia.

O ódio destilado nas redes sociais quanto a posição, partido, ideologia, certo ou errado propõe antropofagia e vai além: Eu dito um modelo mesmo que tenha assimilado de maneira superficial o contexto.

Todos são convidados a ir às ruas desde que concorde com a prisão do ex-presidente Lula e Impeachment da presidenta Dilma. Do contrário: Fica em casa, pois lá é lugar dos escravos. Antropoêmico. Um espaço público que é para todos civis só no discurso.

Uma questão sobre mercado.

O espaço de mercado é para todos que se empenham para colaborar e erguer negócios ou só para os indicados, bem relacionados, presenteados ou àqueles que se acham os “MELHORES”?

Interesses e escolhas. Façamos livres, porém quando a criatividade é conveniente, beneficiará alguns, outros não.

O maior problema:

Será que os brasileiros e pessoas destas outras regiões que enfrentam problemas de toda ordem pelo mundo inteiro tem consciência e opinião sobre o interesse e escolha que elenca ao se movimentar?

Está mais para marionetes do poder e quanto a um povo capaz de realizar mudança, NEM DE LONGE tanto que “TEXTÕES” como este já são repugnados nas redes sociais.

E as consequências? E o plano de contingência pós-crise? E assumir a pior das hipóteses de uma ocupação militar? Só se fala em Impeachment, em Moro, em Lava-Jato. Quê falta de CRIATIVIDADE para pessoas que estudaram tanto, com acesso a tanta informação.

Fica uma dúvida: Onde estávamos quando a evolução passou? Se sobrevivemos como Darwin defende: “Não é o mais forte nem mais inteligente que sobrevive. É o que se adapta. ” Vai aqui uma quarta opinião: O mundo sacou nossa malandragem de se adaptar e pede que utilizemos os outros 90% do cérebro para fazer algo além de sobreviver. 

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

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