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Aromas em Palavras

E agora, José?!

10 de novembro de 2016 3 min de leitura

Ontem, assistindo a um programa de TV me lembrei de uma brincadeirinha clássica que diz que se você bebericar no copo de outra pessoa descobrirá todos os segredos dela, eu realmente a acho adorável. Já Christian Dior tem uma frase que mais ou menos ‘substitui’ essa, dizendo que o perfume de uma mulher diz mais sobre ela do que sua própria letra/escrita. Talvez por isso que principalmente mulheres resolvam optar por uma fragrância assinatura, um único perfume a ser usado todas as horas e todos os dias.

O interessante é que aquela fragrância eleva o nosso astral, faz bem par o corpo e pra alma, mas por muitas vezes não agrada a quem nos rodeia. A grande maioria das pessoas dificilmente compra uma fragrância sem uma opinião alheia, a clássica pergunta: ficou bom em mim? A opinião alheia é importante de certa forma, principalmente de quem mais convive conosco. E claro, é importante que principalmente a nossa ‘alma gêmea’ se sinta bem em conviver com esse nosso cheiro de assinatura ou com vários deles.

Nossos relacionamentos com nossas fragrâncias favoritas podem ser tão fortes que só de pensar em não poder usá-las novamente é simplesmente deprimente! Da mesma forma, que já houve ocasiões que fragrâncias usadas por outros criou para nós associações, às vezes para melhor, às vezes para pior. Você já teve essa experiência, de uma pessoa querida usar um perfume, que por qualquer que seja o motivo, você simplesmente não suportava? Ou talvez o contrário, você usar um perfume que a pessoa ao seu lado detestasse?

É um assunto complicado de lidar, e não precisamos terminar relacionamentos por isso, afinal existe bem mais de 1000 tipos de fragrâncias no mundo todo para se usar. Imagino que há duas formas de melhor lidar com essa situação. Uma delas, quando a pessoa usa mais de uma fragrância, é talvez exaltar quando estiver uma fragrância que você goste, e  não dizer nada quando estiver usando a que te deixe desconfortável. A pessoa vai querer te agradar e usar somente aquela que você gosta, e quem sabe com o tempo você poderá até sugerir algo novo!

A outra, quando a pessoa tem uma fragrância assinatura, seria sutilmente sugerir uma outra fragrância com calma e paciência. Caso não funcione, seja sincero e amável e explique o motivo que não consegue conviver com aquele cheiro e tentem achar um meio termo que fique confortável para ambos.

É por essas e tantas outras situações que sempre repito que o olfato é realmente o sentido mais importante que temos. A visão e audição você pode fingir que não ouviu e nem viu. O paladar, por mais que existam pessoas enjoadinhas, você pode pedir dois pratos e agradar ambos. O tato, por muitas vezes, você pega variados objetos durante o dia e nem percebe com cuidado e atenção sua real textura. Já o olfato, ele te persegue, te incomoda, te faz se sentir bem. Você não consegue fugir dele, seja bom ou ruim. A única diferença é que quando ele é agradável, o nosso cérebro entra na zona de conforto e se acostuma com aquele aroma. Já quando ele é ruim, ele não ‘some’ e fica perturbando suas narinas.

Me conte como foi sua experiência com perfumes que te desagradam, vou adorar!

*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.