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Aromas em Palavras

Vestígios de perfume…tchau!

17 de agosto de 2016 4 min de leitura

Você passa por uma loja de perfumes, talvez se encante por um frasco ou até um aroma que emana daquele ambiente, e a vontade é sempre a mesma: sentir aquele e tantos mais aromas de ‘perto’. Esse é um ritual quase que tradicional na vida de um amante de perfumes, e como se não bastasse aquele pequeno filete de papel, na maioria das vezes o ideal é testar na própria pele. Mas infelizmente uma premissa é sempre verdadeira e acontece 90% das vezes: a fragrância que mais abomina é a que mais persiste. A perfumista Tania Sanchez tentou exemplificar esse conceito de uma maneira espirituosa: é como J’adore derramado sobre uma ostra estragada, tentando demonstrar que por mais que você tente aquele aroma que você odeia sempre se sobressalta. Talvez você tente até lavá-lo, mas você o sentirá durante horas mais tarde. Mas porque isso acontece?

Uma explicação, aliás, interessantíssima, é que o organismo humano está de certa forma programado para considerar os cheiros mais intensos como desagradáveis. O estimulo ruidosamente intenso cria um ‘reflexo doloroso’ no sistema sensorial do corpo. Mas assim como na farmacologia, na perfumaria tudo depende da dosagem. Você passar a odiar uma certa fragrância porque abusou da quantidade, por isso cuidado, existem milhares delas que não merecem ser odiadas porque você abusou e criou uma má experiência.

A segunda explicação está relacionada a esse exemplo acima. Infelizmente muitos dos cheiros que abominamos podem terem sido psicologicamente odiados por uma má associação ou relacionado a algum evento ruim. Mas muitas pessoas que nos rodeiam, às vezes abusaram tanto no uso de algumas fragrâncias que já não conseguimos mais senti-las sem a sensação de overdose sensorial, o que nos leva a uma leve abominação.

A questão é simples: o que fazer para se livrar desses aromas indesejados? A simples lavagem normalmente não adianta. Uma ducha ou lavagem nas mãos pode ser útil, mas, infelizmente por vezes a fragrância se mantém. Para quem não tem sensibilidade específicas de pele, aplicar removedor de esmalte de unhas extermina adequadamente qualquer resto de perfume, mas faça um teste e se já cuidadoso e evite se for alérgico. Suco de limão ou hamamélis podem funcionar em algumas fragrâncias, mas depende do aroma que você usou e de sua acidez de Ph.

Se você aplicou uma fragrância por todo o corpo e depois mudou de ideia (ou se está lhe causando uma dor de cabeça, coisa muito comum hoje em dia), um banho geral com sabonete desodorante provavelmente solucionará.

Se você já tiver saído de casa, sem a opção de um bom banho, use lenços de bebê nos locais onde vaporizou, ajuda a eliminar ao menos um pouco do odor. E pode-se fazer uso também de um desodorante spray (daqueles que se usa nas axilas) como spray corporal, ou seja, pra todo lado! Só tome cuidado com os muitos perfumados, afinal você pode ficar com dois cheiros em choque em sua pele, e o remendo pode ficar pior que o conserto. Já quando se aplica o perfume nas roupas trate de lavá-las logo, muitos desses aromas mesmo depois de lavados ainda permanecem nas fibras do tecido infelizmente. Lavar as mãos com pasta de dentes em vez de usar sabonete ou detergente de lavar louças destruirá a maior parte dos cheiros também.

Seja qual for sua experiência ruim, que você consiga consertá-la bem rápido e aprenda a lição nas próximas vezes. E cuidado com abraça, aquele indesejado perfume pode te acompanhar o resto do dia! Seja cuidadoso e cauteloso, e divirta-se no mundo dos perfumes! E claro, use essas dicas para o bem, ok?!

*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.