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Compaixão

Por Cesar Colleti 20 de maio de 2016 2 min de leitura

​Compaixão é o pico do amor, quando ele deixa de ser
focalizado num pequeno grupo de pessoas que amamos e se expande por toda a
Humanidade. Sentir compaixão por todos os seres, pela Vida em si, é um
sentimento de uma sutileza profunda. Permite que olhemos para tudo, seja
negativo ou positivo, com amor. Um amor que não tem condições, um amor que não
depende do que acontece, antes um amor que compreende, acolhe e inclui tudo,
sem restrições. Com compaixão no coração você consegue olhar para a guerra, para
a miséria, para a corrupção, para a mentira e para todos os conflitos humanos
com amor. Acredito que este é o verdadeiro sentimento que brota do coração de
Deus por toda a sua Criação. E quando, como humanos, conseguimos sentir essa
compaixão em nós mesmos, ela transforma-nos, porque passamos a sentir com o
coração divino. No entanto, a verdadeira compaixão também nos inclui a nós
mesmos (não apenas aos outros) e a todas as nossas experiências, o conseguirmos
amar quem somos, do jeito que somos, os nossos erros, acertos, falhas, caraterísticas,
corpo físico, dúvidas, dores e triunfos. Amar a nós mesmos plenamente é o maior
ato de compaixão que podemos vivenciar, pois com esse amor que sentimos dentro
de nós podemos mudar o mundo, pois conseguiremos olhar para tudo e para todos
com a apreciação verdadeira de um coração compassivo. 

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.

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