84% da nossa população hoje é urbana e se não houver uma gestão de meio ambiente com foco nas cidades e não só no meio rural e nas florestas, de nada adiantarão as metas do Brasil sendo levadas à Conferência do Clima da ONU, no mês que vem, em Paris na França, isto é, na prática o que vai ocorrer é que a realidade brasileira continuará desequilibrada e insustentável, avaliam os cientistas
O Brasil até poderá conseguir reduções significativas de suas emissões de carbono, segundo dados do próprio Governo, neste documento para o encontro mundial da ONU. Em 2012, o volume caiu 41,1% menos do que era em 2005, devido a ações em setores como agricultura, florestas e uso do solo. Mas, de acordo com a avaliação da cientista Suzana Kahn, doInstituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro(Coppe-UFRJ), as emissões podem voltar a aumentar se não houver um esforço de redução dos problemas socioambientais, como poluição e lixo, nas cidades brasileiras. A pedido da fundação Bloomberg Philanthropies, dos Estados Unidos, Kahn realizou um estudo em parceria com a pesquisadora Isabel Brandão para avaliar oportunidades de redução de emissões nas áreas urbanas do país. A pesquisa mostra que uma melhor gestão urbana em três áreas (resíduos (esgoto e lixo), transporte e uso eficiente de energia) pode dar um grande impulso para uma diminuição de impactos socioambientais e ao mesmo tempo aponta que pouco tem sido feito em relação a estas áreas com muitos problemas e quase nenhuma solução sustentável. A gente conseguiu estas informações graças ao jornalista Rafael Barifouse, da BBC e elas nos espantam e nos assustam pelo fato de as metas socioambientais do nosso país não levarem em conta a situação das cidades, onde deveria estar 50% ou mais ainda do foco por causa do desequilíbrio entre os fatores econômicos e os ecológicos na vida urbana brasileira.





