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Conferência do Clima da ONU

Por Cesar Colleti 19 de novembro de 2015 4 min de leitura

84% da nossa população hoje é urbana e se não houver uma gestão de meio ambiente com foco nas cidades e não só no meio rural e nas florestas, de nada adiantarão as metas do Brasil sendo levadas à Conferência do Clima da ONU, no mês que vem, em Paris na França, isto é, na prática o que vai ocorrer é que a realidade brasileira continuará desequilibrada e insustentável, avaliam os cientistas



O Brasil até poderá conseguir reduções significativas de suas emissões de carbono, segundo dados do próprio Governo, neste documento para o encontro mundial da ONU.  Em 2012, o volume caiu 41,1% menos do que era em 2005, devido a ações em setores como agricultura, florestas e uso do solo. Mas, de acordo com a avaliação da cientista Suzana Kahn, doInstituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro(Coppe-UFRJ), as emissões podem voltar a aumentar se não houver um esforço de redução dos problemas socioambientais, como poluição e lixo, nas cidades brasileiras. A pedido da fundação Bloomberg Philanthropies, dos Estados Unidos, Kahn realizou um estudo em parceria com a pesquisadora Isabel Brandão para avaliar oportunidades de redução de emissões nas áreas urbanas do país. A pesquisa mostra que uma melhor gestão urbana em três áreas (resíduos (esgoto e lixo), transporte e uso eficiente de energia) pode dar um grande impulso para uma diminuição de impactos socioambientais e ao mesmo tempo aponta que pouco tem sido feito em relação a estas áreas com muitos problemas e quase nenhuma solução sustentável. A gente conseguiu estas informações graças ao jornalista Rafael Barifouse, da BBC e elas nos espantam e nos assustam pelo fato de as metas socioambientais do nosso país não levarem em conta a situação das cidades, onde deveria estar 50% ou mais ainda do foco por causa do desequilíbrio entre os fatores econômicos e os ecológicos na vida urbana brasileira.

OPINIÃO DOS CIENTISTAS: “As ações de conteúdo ecológico urbanas ainda são muito incipientes. Há uma ou outra iniciativa isolada voltada para pontos específicos, como qualidade do ar ou como o  congestionamento e que acaba gerando benefícios para o clima, mas o objetivo principal não tem como foco o meio ambiente”, afirma Kahn (Coppe-UFRJ).  Por sua vez, Amanda Eichel, que é da Bloomberg Philanthropies (USA) e conselheira especial para assuntos climáticos do ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, deixa claro:”Se o Brasil não incluir metas voltadas para cidades em seus planos de redução de emissões de CO2, o país irá retroceder bastante em suas metas climáticas e socioambientais”. Realmente, a gente precisa entender o contexto da atualidade brasileira, nosso país já é muito urbano, 84% da população vive em cidades. Mais ainda: este índice subirá para 90% em cinco anos, até por volta de 2020. No entanto, a política climática nacional é muito focada e quase somente em ações nas florestas e na agricultura ou pecuária. O resultado de algumas ações até têm influído positivamente no meio ambiente, mas as autoridades de todas as regiões do país ainda não perceberam que precisam focar nas cidades. Se não agir em outros setores além do meio rural e das florestas, a expectativa é que as emissões de gás carbônico do Brasil não recuem e até mesmo tendem a aumentar de novo e ainda mais entre 2020 e 2030.

Arte sobre excesso de iluminação e de poluição urbana exemplifica o que dizem os especialistas ambientais

Amanhã, aqui neste novo webespaço Jornal da Franca um novo flash, + 1 microblog ecologia na aventura da vida daqui da cidade, da região, do país, do planeta, um post a cada dia para você, onde quer que você esteja, paz aí, Padinha.



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