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DIREÇÃO

Por Cesar Colleti 1 de junho de 2016 3 min de leitura

Existem duas maneiras complicadas de dirigir: Uma, é com um bando de crianças gritando no banco de trás. Outra, é com um bando de adultos na frente dizendo o que você deve fazer. Direção é coisa para “UM”.

A escola burocrática de Weber para cá propôs coisas que sofreram adaptações nas relações liderança X liderado, em nosso dia-a-dia, sem falar daquelas que foram corrompidas. Natural. Ainda bem que mudou.

Os exemplos são vários:

  • Líder maduro e experiente X Equipe infantil e iniciante;
  • Diretor vaidoso X Gerente Eficaz;
  • Maníaco Acadêmico X Operacional Criativo.
  • Pai Sabichão X Mãe Acolhedora.

Para simplificar e esclarecer nosso tema de hoje quero falar de uma coisa que significa: “Muito cacique pra pouco índio”. Aí tem coisas piores: Não se fazem caciques como antigamente, até porque eles serviram para aquela época.

É comum hoje em dia observar profissionais de um currículo invejável, comportamento e atitudes exemplares sofrendo muito porque tem seu desempenho sabotado pela própria equipe, família e em muitos casos até pelo próprio líder.

Os principais vilões são:

  • Falta de gestão produtiva alinhada entre as partes. (Vale também para a família, que geralmente toma decisões pelas emoções);
  • Receio pobre e infértil do líder em relação ao desempenho profissional do subordinado. Aquela coisa: Ai meu Deus. Se eu não freia-lo vai virar concorrente;
  • O principal de todos: Suposições das mais variadas. Desde preconceitos até opiniões formadas pela cara que a pessoa tem, a roupa que veste ou a altura que fala.

Enquanto isso:

  • O mundo está despencando. O velho mundo;
  • Crise política e econômica por toda parte;
  • Guerras civis;
  • Cerca de 5000 crianças à espera de adoção contra aproximadamente 32000 pessoas na fila de espera para adotar;

Não permito que empreendedores venham se queixar de seus negócios quando:

  • Continua fazendo a mesma coisa e comprando só preço;
  • Escraviza a equipe e não deixa ninguém opinar ou quando deixa, deixa demais e os projetos da empresa não saem da sala de reuniões.

Não permito que um colaborador reclame de sua empresa ou líder por dois principais motivos:

  • Não faz nada para melhorar, mesmo que seja pedir demissão e seguir o caminho que acredita;
  • Ou quando permanece e não deixa quem está dirigindo dirigir, gerir, etc.

Tanto para o líder quanto o subordinado, tanto para o responsável quanto para os que estão sob sua responsabilidade.

Se não puder ir junto, vá na frente. Se não puder resolver, não atrapalhe. Se não puder dirigir ou gerir a empresa ou a própria vida pare de culpar o outro.

Você pode estar construindo um muro enorme ao redor de si e no fim estará sozinho.

Esta expressão “estará sozinho” é forte e real. Percebida com muita clareza em tempos de crise onde quem realmente faz o melhor se sobressai.

Então “siga o MESTRE”. O SEU mestre. O seu pode ser seu chefe, mas também pode ser você.

Isto é CRIATIVO. Tira coisas do papel, resolve coisas com agilidade, ergue, coloca cenários em outros patamares. Qualifica o PRESENTE. Àquele responsável pelo futuro recheado de pequenas atitudes como ACREDITAR.

Enfim, para qual direção está indo?

Dirigido por você ou por alguém que acredita?

Para qualquer lugar, qualquer pessoa precisará de direção.

Então. Quem dirige? 

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

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