“Sempre tem um pôr do sol esperando para ser visto” (Caio F. Abreu)

Tem sol, mas também tem chuva. Com calor, com doçura. Com a poesia certa do final da tarde, que indica que as grandes sensações ainda não têm nome. Ou têm, só que se escondem. Dão o ar da graça de forma matreira quando bem entendem. E agora acham que é o momento de se mostrarem. De entrarem em espaços onde há muito ninguém se atrevera. Ou não fora permitido. E brincam. Fazem troça. E quando acham que não há mais paciência, permitem surpresas. Gostosas… Aquelas que aquecem a alma. Que trazem o sol lavado pela chuva. E ele brilha. E assim, como quem não quer nada, me faz de novo contemplar o que parecia tão óbvio.


