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Doenças oftalmológicas comuns em humanos podem afetar os pets

Por Entre linhas 10 de agosto de 2018 3 min de leitura

As doenças oftalmológicas, comuns nos seres humanos, também acometem os animais de estimação.

As mais comuns, segundo as médicas veterinárias Renata Fuentes Borges e Adriana Torrecilhas Jorge – esta oftalmologista veterinária -, são conjuntivite, ceratoconjuntivite seca – olho seco, úlcera de córnea, uveíte – inflamação do trato uveal – e catarata. Há várias causas para o surgimento dessas enfermidades. Por exemplo, nas conjuntivites, as de maior incidência estão relacionadas a processos alérgicos. “As úlceras de córneas são secundárias a outros problemas como traumas, anormalidades anatômicas, olho seco, dentre outras”, explicam Renata e Adriana, acrescentando que as uveítes destacam-se as decorrentes de enfermidades sistêmicas e as cataratas senis, ou seja, em animais idosos são as mais observadas.

Por isso é importante ficar atento aos sinais dos pets, como piscar muito os olhos, não conseguir abri-los, manchas, vermelhidão, mudança de cor, tamanho ou formato, pupilas de tamanhos diferentes, lacrimejarem em excesso, cegueira noturna ou diurna, andar esbarrando nos móveis ou tropeçando, secreção, intolerância a ambientes claros e pálpebras muito vermelhas ou irritadas. Além disso, as especialistas esclarecem ser importante que os tutores levantem sempre a pálpebra superior e observem a conjuntiva bulbar, ou seja, a parte branca do olho, se está alterada e vermelha; se há presença de secreção ocular, observando o aumento na frequência e alteração da coloração.

Cegueira

Ao identificar qualquer um dos sintomas, é importante levar o bichinho de estimação a um oftalmologista veterinário, pois só um especialista conseguirá avaliar, detectar o problema e iniciar o tratamento adequado. “Nunca se deve utilizar medicamento sem o exame oftalmológico e prescrição por um profissional. Há muitos remédios que podem agravar a evolução da enfermidade, podendo até ocasionar sequelas como a perfuração da córnea e cegueira”, salientam Renata e Adriana.

Elas completam ainda ser importante realizar limpeza diária com solução fisiológica nos olhos do pet e evitar que o cão passeie na janela do carro, pois, pode ocorrer trauma na superfície ocular. Embora todos os cães e gatos possam desenvolver doenças oculares, algumas raças são mais predispostas. Por exemplo, todos os cães de “focinho achatado” devem ter atenção especial: Boxer, Shitzu, Lhasa apso, Pequinês, Pug, Bulldog inglês, Boston Terrier e outras.

Segundo Renata e Adriana, são muitas as doenças oculares que podem afetar os animais de estimação

Entre as doenças que mais causam a perda de visão nos bichos, está a catarata, que afeta muito mais os cães do que os gatos. O problema oftalmológico é mais comum a partir dos oito anos de idade, e a principal causa é a velhice.

E assim como nos humanos, a única forma de tratamento para a catarata animal é a cirurgia. Neste caso, a técnica chamada de facoemulsificação é a mesma utilizada nos seres humanos. Após a retirada da catarata, a lente natural é substituída por uma artificial. O procedimento existe para os animais há mais de 15 anos, com resultados de sucesso em boa parte dos casos.

NO FOCO

Renata Fuentes Borges – Médica Veterinária

CRMV-SP 30195

VET Fuentes

Telefones (16) 9.9166-0185; 9.9213-9185 e 3723-0565

Adriana Torrecilhas Jorge – Mestre e Doutora em Cirurgia Veterinária, área de concentração em Oftalmologia Veterinária

CRMV-SP 10 822

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