
Ernest Hemingway teria dito uma vez que se alguém se perder na selva africana ou no deserto do
Saara, sem o menor sinal de vida, não precisa se desesperar. Basta começar preparar um dry martini.
Imediatamente irá aparecer alguém do nada e dizer que a dosagem de gim e vermute
esta errada.
Histórias à parte, não é difícil encontrar quem tenha uma receita exclusiva do dry martini, ou
apenas martini. A maioria dos barmans e apreciadores conhecem uma receita inédita, um
pequeno detalhe a mais ou a menos que, segundo eles, fará toda diferença para o coquetel mais
famoso do mundo.
Batido ou mexido, com azeitonas ou casca de limão, esse drink seco, cheio de controvérsias, leva
em sua preparação o gim como ingrediente base e vermute bem seco como coadjuvante. As
discussões mais calorosas quase sempre diz respeito a dosagem certa dessas duas bebidas e a forma como são misturadas. Alguns defendem apenas algumas gotas de vermute sobre pedras de
gelo, seguido por uma dose de gim. Outros nem isso, preferem, como gostam de brincar, apenas
a sombra da garrafa do vermute sobre o destilado.




