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DUENDES E FADAS

Por Cesar Colleti 24 de maio de 2016 5 min de leitura

Duendes e fadas é o tema de nossa reflexão. Na verdade, o título sugere uma METÁFORA e uma SEMELHANÇA FONÉTICA ao que iremos tratar.

A metáfora é que há cada vez mais indivíduos tão especiais como nunca vistos na história do mundo. As tribos se liquefazem, os grupos. Resumidamente os “quadradinhos” onde se colocavam perfis de pessoas também derreteram. Restou a essência, mesmo que discreta.

Duendes e fadas são assim. Especiais, Mágicos, ÚNICOS, INDIVIDUAIS. Há uma diferença entre unidade e individualidade. O único parece acessível. O individual também é único, só que está fechado.

Esta é a metáfora. Vamos a semelhança fonética.

DUENDES E FADAS OU DOENTES E FRACOS? É apenas uma indagação.

Pessoas duvidam muito de SI e seguem exemplos “encantados”.

Conheço empresas e pessoas talentosíssimas buscando exemplos no externo, culpando o outro e a concorrência, se afundando em pesquisas para saber o que o outro está fazendo e esquecem de mergulhar em si, talvez por medo de ali, dentro de si não encontrar nada.

Talvez seja a hora de desapegar dos livros de autoajuda, conselhos da cunhada rica, ou a história do empreendedor que admira. Nenhum deles nestas histórias são VOCÊ. Não que não sirvam de inspiração, mas na prática são suas mãos na massa que farão alguma coisa. Doença ou fraqueza?

Há outros que são mais outros.

Há um conceito de Georges Benko que diz: “…há Outros que são mais Outros que os Outros, os estrangeiros. Excluir pessoas como estrangeiras porque não somos mais capazes de conceber o Outro indica uma patologia social. ”

Cansei de ouvir líderes reclamando do colaborador e colaborador reclamando do chefe.

Cansei de ouvir nas vésperas do meu casamento que a coisa ia ser difícil porque na opinião alheia era assim para todo mundo.

Cansei de ouvir que para ter sucesso tinha que estudar até morrer. Não duvido disso até porque estudo sem cessar e não me recordo de ter parado desde a pré-escola, mas tem gente que foi apenas até o 4º ano do fundamental e são fantásticas, cheias de sucesso.

Cansei de protestos políticos, de gênero, entre outros.

Pedem respeito e para mostrar como se faz: Desrespeitam. Dá para entender?

É sempre a mesma coisa: “Eu tô certo, ceis tá errado. Vem na minha! ”

Aí tem também os argumentos arquitetados propositalmente para não serem contestados. Ex: Não tenho nada contra isso, mas também não tenho a favor.

Tem também: Agora sim faremos a coisa certa, mas pelo que foi feito até agora por quem estava no comando, vai demorar um pouquinho e quando grampeamos o telefone do cidadão para checar o caráter: Tudo farinha do mesmo saco condenado farinha do outro saco.

Isto é doença. Sim. As duas coisas: Se afirmar a força e enfraquecer o outro: “NA MARRA.”

Duendes e Fadas na contramão.

Este desfecho não é a solução do mundo, mas ao que parece e ao que a maioria dos fatos apontam o jeito de viver até aqui mudou, revirou rotinas. Aquele mundo acabou. Qual mundo?

Aquele em que você julgava pelas aparências, aquele em que você contratava com testes psicológicos que enquadram a pessoa num perfil, aquele em que para vender era só fazer propaganda, aquele em que para ser líder tem que ser amigo da rapaziada ou o “bravão”.

Para resumir o novo mundo que nasceu vou usar a expressão: Mão na massa com quantos você puder e com quem quiser, mas “na boa”.

Ninguém vai fazer nada falando. Ninguém vai chegar a lugar nenhum porque está fazendo o que todo mundo falou ou fez. Ninguém vai dar o que não tem.

A ideia é: Para onde queremos ir, o que cada um pode fazer para chegar lá (porque acredita) e enquanto isso vamos andando sem melindre.

Tão especiais, tão mágicos e tão perdidos “tocando de roda”. Não se trata de uma condição absoluta e universal.

Há quem já foi visitar o mundo novo na maternidade, se despediu do velho e seguiu em paz. Quem não seguiu, tem grandes probabilidades de ser arrastado. Não por homens, não pela sociedade ou pelo demônio, mas pelo MISTÉRIO por trás da ciência e da espiritualidade que ainda não desistiu desta espécie.

Porque Duendes e Fadas na contramão?

Os poucos que fazem alguma coisa para mudar o mundo estão trombando com a maioria arrastada, que, quando escapam correm ao encontro do mundo que ficou para trás.

Essa minoria vai ter muito trabalho. Tomara que não desistam.

Há uma ilustração no Facebook da geracaodevalor.com que retrata bem a resistência da maioria, principalmente no cenário corporativo, quanto aos que seguem:

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

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