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E agora Dilma? E agora Mariana?

Por Cesar Colleti 27 de novembro de 2015 2 min de leitura

A desgraça que aconteceu em Mariana-MG é um assunto que não quer se calar. E não deve se calar. Sim, meus caros, o que ocorreu em Mariana, Bento Rodrigues e no Rio Doce não foi um acidente. Não foi uma tragédia. Foi uma desgraça.

Como eleitor (não votei em Dilma) e pagador de impostos esperava um pouco mais da presidente Dilma. Sim, eu ainda tenho a doce ilusão de que ela aproveitaria as oportunidades (mesmo que advenham de uma desgraça) para agir da maneira correta e tentar suavizar outro mar de lama que assola o país, que é a sua gestão e a do seu partido.

Pergunta: Por que diante da situação trágica que ocorreu em Minas Gerais, Dilma não colocou o exército, a marinha e a aeronáutica para auxiliar na tragédia? Não é assim em países que passam por terremotos e situações de calamidade pública? O que tinha lá? 40 bombeiros tentando fazer tudo?

E Izabella Teixeira, a ministra do meio ambiente, por onde anda?

Será que a devastação no vale do Rio Doce seria evitada se as nossas instituições funcionassem como deveriam? Você sabia que já existiam estudos, avisos e até instruções no Ministério Público, iniciativas na sociedade civil e demandas agendadas nos diversos órgãos estatais suficientes para apoiar e apressar a ação dos governos e das empresas em medidas de prevenção?

É mais do que necessário que o país reveja seus instrumentos de gestão ambiental, com o objetivo de torná-los mais aptos a prevenir desastres. Até porque, há outros empreendimentos em situação semelhante ao de Mariana. São mais de 40 que estão com observação de risco. Isso apenas em Minas Gerais. Onde está também o governo do Estado?

Sinceramente, não sei mais o que pensar ou dizer sobre os governantes deste país. O certo é que eles parecem esperar que a gente desista a qualquer momento. E como eu sempre digo na conversa entre amigos: cada vez que a gente dobra os braços nasce um corrupto.

Portanto, cidadãos do bem, avancemos, pois não podemos ficar de braços cruzados diante da injustiça social.

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.

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