No centro das discussões após um aumento inédito de casos no nordeste do Brasil. Crianças nascidas com microcefalia geralmente têm complicações no desenvolvimento da fala, desenvolvimento motor e alguns casos quadros de convulsão. Elas precisam de acompanhamento multidisciplinar, com neurologista, pediatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, entre outros profissionais.
O neuropediatra Clay Brites, de Arapongas, explica que a microcefalia é uma medida de perímetro cefálico inferior a 33 centímetros. “A microcefalia não é uma doença, mas um sinal clínico de algo não está normal no cérebro daquela criança”, reforça. De acordo com o médico, a microcefalia pode ser causada por vários fatores, como doenças genéticas, infecções congênitas ou distúrbios metabólicos, hemorragia cerebral, entre outros. Em relação ao zika, Brites comenta que o vírus transmitido pelo mosquito aedes aegypti tem uma preferência por tecido cerebral. Assim, se o corpo humano adquiri-lo durante a gravidez, especialmente no início da gestação, ele vai se alojar no cérebro da criança dentro do útero e causará um processo inflamatório.
As crianças com microcefalia podem ter graves consequências como:
- Atraso mental;
- Déficit intelectual;
- Paralisia;
- Convulsões;
- Epilepsia;
- Autismo;
- Rigidez dos músculos.


