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Espírito de porco versus espírito de Natal

Por Cesar Colleti 22 de dezembro de 2015 4 min de leitura

Índices de  violência e de poluição aumentam e contradizem o clima de Natal cantado em prosa e verso pela grande mídia na sociedade de consumo da atualidade. UnescoÉpoca Online e Agência Brasil estão informando aumentos nos índices que tornam a realidade brasileira do momento um desafio muito grande para qualquer um conseguir equilíbrio e paz, dados e números mais recentes sobre este problema que abala também a situação socioambiental e a própria qualidade de vida da gente, chegam a assustar até especialistas e prejudicam  em especial as crianças e hoje, até mesmo nas médias e mesmo nas pequenas cidades do interior.


A maioria das vítimas de violência no Brasil são jovens, negros e pobres

A maior parte das vítimas de violência hoje, no Brasil, é formada de jovens, negros, de baixa renda, entre 15 e 24 anos. É o que mostra o livro “Mapa da Violência IV: Os Jovens do Brasil. Juventude, Violência e Cidadania”, lançado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Instituto Ayrton Senna. Os dados revelam crescimento anual de 5,5% na ocorrência de crimes como homicídios, além de acidentes de transporte. A taxa de homicídios aumentou para 54,5% em 2002, contra 30% em 1980. As maiores taxas de homicídios no ano de 2002 foram registradas no Rio de Janeiro, Pernambuco e Espírito Santo. O relatório mostra que a maior parte dos acusados de homicídio é formada de jovens de 20 anos, sendo o maior índice registrado entre os homens, principalmente negros. Já os acidentes de trânsito são responsáveis por 15,6% das mortes de jovens, sendo a maior incidência entre brancos. Nos fins de semana, o número de mortes cresce, tanto por homicídios, como por acidentes de trânsito. O Brasil está em quinto lugar em número de jovens mortos por violência, em 67 países pesquisados. O representante da Unesco, Jorge Werthein, disse que o livro mostra algumas sugestões de políticas públicas a serem adotadas. Ele acredita que “um programa como o primeiro emprego pode dar um retorno imediato mas há também necessidades de medidas de segurança e culturais”. No caso, estímulos à cultura da não violência e da vida podem ser um antídoto eficiente. 

Brasil é atualmente o 2º país no ranking da poluição na América Latina

 

Apenas no Estado de São Paulo há mais de 4 mil áreas mapeadas pela Cetesb como contaminadas, em suspeita de contaminação ou em processo de descontaminação. No mapa negro da poluição, a  grande maioria dessas áreas são postos de gasolina, mas há também atividades agrícolas envolvendo agrotóxicos e setores industriais e de resíduos, o lixo que abunda em todas as cidades. Algumas dessas áreas podem ser recuperadas, mas em outras, simplesmente não há tecnologia o suficiente para reparar o dano ou mais do que a falta de tecnologia há carência de recursos, despoluir sai muito, muito mais caro do que sistemas ambientais de prevenção. Houve recentemente um aumento das multas a empresas ou pessoas responsáveis por crimes de poluição, mas já se provou aqui e em países do chamado 1º Mundo que não basta só a repressão ou multas e sim é urgente e fundamental um processo contínuo de educação ambiental e incentivos do amor à vida, algo que há anos alertam ecologistas, cientistas, pesquisadores dos problemas tanto da  violência como da poluição, eles que por exemplo contradizem agora o tão sonhado espírito de Natal. Infelizmente, prevalece o espírito de porco.

Amanhã, aqui neste novo webespaço Jornal da Franca mais um Flash de Ecologiamais um microblog na aventura da vida daqui da cidade, da região, do país, do planeta, um post a cada dia, onde quer que você esteja, paz aí, Padinha.

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