sábado, 13 jun 2026 ⛅ Franca 23°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%
zero

Facebook: esqueça a quantidade de fãs

Por Cesar Colleti 15 de julho de 2016 3 min de leitura

Os tempos mudaram, meus caros. E o Facebook mais ainda. O tempo do campeonato entre marcas, por exemplo, para ver quem tem maior quantidade de fãs já é (ou devia ser) coisa do passado. E um passado que custou caro para muitas empresas. Muitas “compraram” fãs sem se importar se estes faziam parte de seus públicos-alvos.

É bom lembrar que para empresas, marcas e produtos o Facebook sempre foi uma MÍDIA. É isso mesmo! Quer se mostrar para as pessoas certas? Deseja aumentar as suas vendas? Quer trabalhar branding? Compre espaço “publicitário”, pois o período de degustação do tio Mark acabou – há algum tempo, diga-se de passagem.

Mesmo nos tempos áureos da entrega orgânica, a porcentagem de pessoas que viam o que uma página comercial (de marca) publicava, com muito esforço, chegava a 30%. Algumas, se muito bem segmentadas (sem compras de seguidores) alcançava 50%. Mas, convenhamos, sem colocar grana nenhuma para impulsionar/patrocinar essa porcentagem estava de bom tamanho para uma mídia “grátis”.

Até pouco tempo a coisa desandou e a porcentagem caiu para 3% – 5%. Hoje, dizem, está à beira de 1%. Todo mundo viu o número de curtidas/comentários/compartilhamentos caírem e não é porque o conteúdo não é relevante. NÃO, SENHORES. É porque mais uma vez o Facebook mudou o seu algoritmo.

Desta feita, o Facebook vai entregar um pouco mais postagens de perfis/pessoas, para priorizar o lado social da Rede. Mas não é uma benfeitoria de Mark Zuckerberg. Ele tenta estancar a quantidade de pessoas – adolescentes, celebridades e influenciadoresque se desinteressaram pela Rede Social de Mark e buscaram outras, como Instagram, Snap e Youtube. Não, meus caros, o Facebook não morreu e está longe disso.

O Facebook quer que as pessoas permaneçam na rede social, pois precisa vender mídia. E só se vende mídia para clientes em veículos em que as pessoas estão. Fora isso, Mark precisa reder lucros para investidores e acionistas da empresa.

E agora, José?

Agora, e desde sempre, é necessário uma estratégia para estar presente em outras redes sociais. A velha máxima de que não se deve deixar a galinha botar ovos num mesmo lugar continua fazendo todo o sentido.

Parou de investir no seu site? Deixou o blog corporativo de lado? O canal do Youtube já não tem mais aquela dedicação e produção de vídeos interessantes? Não está dando muita bola para o tal de  influenciador digital? Sua marca fala com adolescentes e não está presente no Snapchat? É bom retomar algumas ações e repensar algumas estratégias.

E, claro, o investimento e as estratégias (monitoramento/pesquisa/conteúdo/filtros e afins) para o Facebook precisam ser reformulados.

Leia também