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FIM DE UM MUNDO

Por Cesar Colleti 16 de fevereiro de 2016 3 min de leitura

As notícias não são boas.

As manchetes densas, as informações que nos impactam diariamente em nas redes sociais baseadas em nossos interesses, na maioria das vezes, tem como objeto vender alguma coisa.

Crise política, econômica, ascensão da ressignificação das coisas, nos divãs, holísticos, freudianos, lacanianos, “junganos”, etc. Florais de Ba ou Cristais de OZ. As pessoas meio a este turbilhão de acontecimentos e cuidados, preventivos ou remediativos, parecem um povo que busca esconder-se da tempestade.

São tantas as interpretações e a mais popular: “É o fim do mundo” toma conta das conversas de boteco, dos cafés, bancas de jornal, reuniões, pontos de ônibus.

As mudanças são inevitáveis. Saímos há algumas décadas da era da certeza. A incerteza tornou-se quase que fundamental. Bauman, em Modernidade Líquida trata este comportamento, de maneira comparativa em sua obra como conceitos que se liquefazem e dão espaços a novos muito rápido.

É o fim de UM MUNDO. Contextualizar é preciso.

Pode ser comum digitar ao datilografar, pode ser mais simples prospectar a bater de porta em porta como os antigos caixeiros viajantes.

Valores da Era Sólida como persistência, produtividade, rotina e tédio aos olhos jovens do agora podem ser herdados como fonte de aprimoramento

Não se trata de um processo de seleção por exclusão. Somos jovens, modernos e leves e a ciência do passado é apenas nostalgia. Não! Esta postura, arrogante ou inocente, nos leva a condição de vertigem, ou seja, sem direção.

Virar a página é um processo natural. O jovem faz isso, o consumidor também, as culturas se transformam, a moral se ajusta. De maneira natural.

A intervenção do NOVO não é capaz de anular o passado, as heranças culturais, os processos de vida instalados. A modernidade por mais que tente, vai sofrer muito até que venha à tona e de maneira densa e pragmática, vai sofrer muito para ter êxito por um recurso que não seja a FORÇA.

Em todos os cenários em que a FORÇA entrou no palco, presenciamos guerra, mortes, injustiça, desigualdade e o resultado não foi outro: Pobres mais pobres e ricos mais ricos.

A transição do fim DE UM mundo para o começo, já em andamento, de OUTRO, porém VELHO, vai acontecer de maneira saudável com a ampliação da capacidade de PENSAR, do respeito entre todos os seres interdependentes e do compartilhamento de ideias, processos, cases de sucesso, solidariedade, entre várias outras formas de pensar, sentir e agir.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

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