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Juízo Final

Por Cesar Colleti 13 de outubro de 2016 2 min de leitura

Percepção, avaliação e decisão. Estas são, em tese, as principais etapas que antecedem qualquer ação.

Quanto à percepção, cada indivíduo percebe como pode. Se ocorre avaliação esta pode ser pautada com ética ou não, visando benefícios ou malefícios próprios ou coletivos ou nenhum, entre outras.

A decisão?

Após ela, o pensamento se materializa. Daí a importância em desenvolver a capacidade de PENSAR.

O personagem de Fiódor Dostoiévski, em Notas do Subsolo, questiona? “Por acaso um homem com consciência pode ter algum respeito próprio? ”.

É possível observar pessoas irritadas ou insatisfeitas com suas experiências pessoais, comerciais, profissionais. A origem das más experiências, na maioria dos casos, é culpa do outro, alongado em justificativas, em sua maioria, de percepção superficial extrema, como: “Você viu a cara dela? ”.

É certo que a expressão facial diz muito sobre uma pessoa, mas gente com “cara de tonto” vai morrer com cara de tonto, é físico.

Grande parte da sociedade moderna e multifacetada encontra vantagem na diversidade, mas se contradiz quando não aceita a diversidade alheia e percebe, avalia ou julga como lhe convém e decide. Que diversidade é esta que aponta governo corrupto, atrasa compromissos e sonega impostos?

Talvez os “quietos” tenham mais vantagem no cenário atual, pois quieto, aceita a diferença, convive com ela, aprimora sua capacidade de pensar, doa um pouco de si, do seu tempo, do seu dinheiro e permite que a melhoria seja fecundada. Abortar é fácil, amar o amigo também, adiar, criticar, por pra fora, prejudicar, trocar.

Pode ser melhor ter prestígio pessoal por onde passa, mas se isto depender da “cara”, dos padrões corporativos e utópicos, da etiqueta, as gerações e pessoas com paralisia facial ou baixo capital estético terão que inovar e para viver num lugar que ainda não existe. Isto parece o Juízo Final, só que julgado por quem é julgado.

*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.

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