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La Niña chegou…

Por Cesar Colleti 17 de novembro de 2015 5 min de leitura

La Niña chegou é um anti El Nino e ambos influem no clima brasileiro mais a partir do fim de 2015 também na ecologia, na economia e até em alguns desastres naturais, alertaram cientistas como por exemplo agora na revista alemã Deustche Welle

La Niña chegou intensamente no oceano equatorial do Pacifico. Nem mesmo os mais alarmistas profetas apocalípticos ou terroristas climáticos acreditavam num fenômeno forte assim seria possível com um resfriamento tão acentuado, ao contrário do aquecimento causado pelo El Niño, no plano da meteorologia, o seu contrário, como Yn ou Yang na cultura e masculino ou feminino na nossa espécie de vida. O fenômeno feminino, La Niña, oposto ao El Niño, corresponde ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacifico  Equatorial Central e Oriental formando algo como uma lagoa de águas frias nesse mar. Assim como o seu contrário, El Niño, se trata de um fenômeno natural que produz fortes mudanças na dinâmica geral da atmosfera, alterando o comportamento do clima e influindo diretamente no universo da vida humana em várias regiões do planeta, por aqui também. Na realidade, são dois fenômenos simultâneos e paralelos que ocorrem no clima, o El Niño é o contrário de La Niña e vice-versa:eles são na prática são como duas partes do mesmo ciclo Oscilação Sul. A cada ano, acontece um e/ou outro. Em termos gerais, o El Niño é mais caracterizado bem mais pelas temperaturas quentes na superfície dos mares no Pacífico tropical, ao passo que La Niña tem como característica o frio. Hoje estamos com uma pauta dupla, enquanto no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News estamos enfocando o El Niño, ao mesmo tempo e imitando a simultaneidade dos fenômenos na natureza, aqui no Flash de Ecologia dentro do site Jornal da Franca a gente está analisando algumas consequências do seu efeito inverso, La Niña, sobre o planeta, o continente da América do Sul e sobre o Brasil. No caso deste fenômeno feminino, os ventos alísios se mostram mais intensos que o habitual (média climatológica) e as águas mais frias próprias do fenômeno agora se estendem numa faixa de largura de cerca de 10 graus de latitude ao longo do Equador, desde a costa peruana até aproximadamente 180 graus de longitude  no Pacífico Central. Outros nomes como El Viejo também já foram usados para se referir a este resfriamento, mas o termo La Niña ganhou mais popularidade, também por causa do temor em relação a seus efeitos, assim como os ciclones, tufões, tempestades e temporais costumam ganhar doces nomes de mulher. Os principais efeitos do La Niña observados e esperados agora no  Brasil: passagens rápidas de frentes frias sobre o Sul; algumas temperaturas próximas da média climatológica ou ligeiramente abaixo da média sobre o Sudeste, como foi durante o inverno, chegada das frentes frias até no seco Nordeste, principalmente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. Há também tendência às chuvas abundantes no norte e leste da Amazônia. Também, até uma possibilidade de chuvas acima da média sobre a região semiárida do Nordeste brasileiro, o que seria oportuno demais. Chuvas muito acima da média no leste dos estados do Sul, estiagem no Oeste destes estados e no Paraguai já estão acontecendo. Alguns desequilíbrios em ecossistemas e mesmo desastres naturais não estão descartados.

A velocidade dos ventos aumenta a intensidade da Célula de Walker, isto provoca mais chuva no Sudeste Asiático e no norte da Oceania e secas na costa oeste da América do Sul, por aqui no Brasil, pois impede a convecção do ar.


Na opinião dos cientistas:  geralmente, La Niña começa a se desenvolver em um certo ano, atinge sua intensidade máxima no final daquele ano, vindo a se dissipar em meados do ano seguinte. Ele pode, no entanto, durar até dois anos, como indicam as previsões agora. A intensidade é tão forte que os episódios La Niña permitem, algumas vezes, a chegada de frentes frias até mesmo ao Nordeste e por ali notadamente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. No Norte, principalmente em Rondônia e no Acre. Entre os meses de dezembro a fevereiro a seguir se espera no caso do Brasil, aumento das chuvas na região nordeste, principalmente mais ao norte, correspondendo aos estados do Maranhão, Piauí, Ceará e oeste do Rio Grande do Norte. Também, temperaturas abaixo do normal para o verão, por aqui onde estamos no interior a sudeste do país. Os efeitos conjuntos do El Niño (confira no blog Folha Verde News) com La Niña podem provocar distúrbios no tempo, na economia, na ecologia.

Um mapa dos eventos possíveis do fenômeno global La Niña por agora

Amanhã, aqui neste novo webespaço Jornal da Franca um novo flash, + 1 microblog ecologia na aventura da vida daqui da cidade, da região, do país, do planeta, um post a cada dia para você, onde quer que você esteja, paz aí, Padinha.

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