Não bastasse o megadesastre socioambiental causado pela lama de mineração de ferro em Minas, no Espírito Santo, na bacia do Rio Doce e até na costa capixaba do oceano Atlântico, em parte do interior do Amazonas uma grande, triste e inesperada seca ao estilo do Nordeste sempre, do Sudeste em 2014 e da própria Amazônia em 2005 e em 2010: agora, o problema sido registrado neste ano no leste amazônico e já causou a mortandade de milhares de toneladas de peixes. A cidade amazonense de Manaquiri, a 60 km de Manaus, é considerada uma das áreas mais críticas, segundo mapeamento feito pelos sites G1 e Ambiente Brasil, mais de 25 mil toneladas de peixes foram encontradas mortas somente em uma faixa de 100 km de extensão entre a boca do Paraná do Manaquiri, que é um afluente do rio Solimões, até a comunidade de Araçatuba. Segundo o Sindicato de Pescadores (Sindpesca) de Manaquiri, responsável pela divulgação dos dados que estamos postando em vários webespaços como nos blogs Folha Verde News e Flash da Ecologia (Jornal da Franca), a avaliação do problema foi feita também com apoio técnico do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam). O número foi aferido com base em amostras de peixes por metro quadrado, mais a pesagem para multiplicar pela área total. Técnicos consideram a vazante de 2015 uma das mais severas dos últimos seis anos, especialistas ainda não detectaram a causa principal da seca amazônica, porém, fenômenos oceânicos como El Niño, La Niña, desmatamentos intermináveis e seguidos na região, crise do clima planetário e falta de gestão ambiental sustentável no Amazonas e de resto em todo o país, estes são alguns dos fatores mais citados. A certeza por enquanto é que Manaquiri é o nome da seca, Manaquiri é um dos municípios que enfrentam transtornos e dificuldades em razão da seca do rio na região do Baixo Solimões. No último fim de semana, uma comitiva formada por pescadores locais e técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) estão reunindo informações, fazendo consultas, dimensionando a situação e buscando soluções a curto prazo (a situação é de emergência ecológica e econômica). Também buscam planejar ações e gestões estruturais junto aos governos que possam mudar esta realidade, que será levada por meio de ambientalistas à Conferência do Clima que já está acontecendo na França em Paris, por iniciativa da ONU, nestes próximos dias, na expectativa de conseguir investimentos, apoios, solução. Mais do que expectativa, esperança em meio ao sofrimento de agora.

População, pescadores e natureza no sufoco da seca amazônica..
...milhares de toneladas de peixes mortos sinalizam a tragédia…

…que chega a mudar a paisagem nos rios ao leste da Amazônia…

Amazonenses e ecologistas temem que a seca agora seja pior do que a de 2010..

...algo inesperado, sofrido e triste em pleno mundo das águas da Amazônia

As queimadas intermináveis podem ser uma das causas, alertam especialistas no local
Amanhã, aqui neste novo webespaço Jornal da Franca um novo flash, + 1 microblog ecologia na aventura da vida daqui da cidade, da região, do país, do planeta, um post a cada dia para você, onde quer que você esteja, paz aí, Padinha.


