Quantos de nós desejamos a liberdade? O que é afinal de contas ser livre? Sinto que a sensação de liberdade só nos pode ser dada, aqui no plano terrestre dual, pela experiência de estarmos presos, ou de nos sentirmos assim. Parece paradoxal, mas é do veneno que mata que conseguimos o antídoto que salva. Com a liberdade é exatamente a mesma coisa, é da sensação de nos sentirmos presos e de irmos profundo nessa sensação, nessa dor, nesse desconforto, que conseguimos nos libertar. Só podemos conhecer uma coisa se conhecermos o seu oposto, e quando isso acontece libertamo-nos de ambas – o caminho do meio de que Buda falava. Durante muito tempo fomos criando a ideia de que precisamos evitar determinado tipo de experiências e emoções, como forma de evitar a dor, uma vez que o ego humano busca desenfreadamente o prazer, como forma de fugir da dor, no entanto, é exatamente pela dor que podemos libertar-nos dela, é o entrarmos em contato, conscientemente, com essa dor, que ela nos trará a libertação e consequentemente um sentimento de alívio e paz. A liberdade nunca deixou de existir dentro de nós, pois em nós tudo está contido, nada real vem de fora. Apenas mentalmente me identifiquei, muitas vezes ao nível inconsciente, com dores e sofrimentos passados que me impediam de sentir essa liberdade, como uma luz que ficou coberta de lixo e por isso não se enxergava. Retire o lixo das suas prisões mentais e saberá qual a sua verdadeira essência, aquilo que você nunca deixou de ser e que agora se revela a você como uma benção! Ser livre é ser quem você é!
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*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.


