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MAIS SOBRE A MÚSICA

Por mmargoliner 21 de novembro de 2016 5 min de leitura

A MÚSICA PERDE SHARON JONES


Considerada uma das maiores vozes já surgidas na soul music, faleceu aos 60 anos no último dia 18 a cantora norteamericana Sharon Jones. Foi vítima de câncer, detectado no pâncreas, vindo a se espalhar por outros órgãos. Em turnê pelo Brasil, no ano passado, juntamente com sua banda Dap- Kings,  a cantora já estava doente mas sob rigoroso controle.

Sharon lançou seu primeiro disco aos 46 anos, em 2002. Antes disso, trabalhou como agente penitenciária e guarda de banco.

Natural de Augusta, na Geórgia, era uma fiel representante do soul de raiz, tendo como inspiradores seus ídolos Otis Redding e Aretha Franklin. Seu poderoso timbre se fez notar em seu terceiro álbum, de 2007, “100 Days, 100 Nights”, em plena atenção midiática ao soul, graças ao estrelato de Amy Winehouse que, neste mesmo ano, gravou seu Back to black, utilizando muitos dos músicos de sua banda “Dap-Kings”.

A suas canções de um soul majestoso, somavam-se suas apresentações ao vivo. Sobre o palco, e com a viva imagem em mente de certa vez em que ficou fascinada, alucinada por James Brown, dançando e cantando em uma rua de Augusta, a artista se superava a cada apresentação.

Sharon era altiva, um autêntico recreio de emoções. Rugia, sapateava, sussurrava, suava e se mexia de maneira eletrizante, em um assustador desgaste físico, inclusive quando já estava debilitada pelo câncer, diagnosticado um ano antes de lançar “Give The People What They Want”, seu último disco de estúdio.

Link pra você ver e ouvir Sharon Jones & The Dap-Kings em “Stranger to My Happiness” :

www.youtube.com/watch?v=IlPE1rEdAdI

(Fontes e referências : Noticiários de TV, Internet e Jornais.

(Foto: Liga Entretenimento/Divulgação)

TICO TICO NO FUBÁ

Uma das músicas brasileiras mais conhecidas no mundo, “Tico tico no fubá” foi escrita pelo músico Zequinha de Abreu, natural de Santa Rita do Passa Quatro, onde trabalhei quando fui funcionário do “falecido” Banespa, lá pelos idos dos anos 70 (também já rodei, hein ?!). Quando por lá estive, travei contato com alguns parentes do compositor e ouvi muita coisa interessante a seu respeito que comento em outro artigo.

Hoje o foco é pra “Tico tico no fubá”, que foi composta em ritmo e estilo de choro. Vibrante, buliçosa e, ao mesmo tempo, sentimental, é o exemplo perfeito do choro clássico, em três partes, composto na melhor tradição do gênero. Com o tempo, foi ganhando um incontável número de versões.

Foi apresentada pela primeira vez em um baile, lá em Santa Rita do Passa Quatro, em 1917, com o nome de “Tico tico no farelo” . Me disseram que o nome da música surgiu quando o autor, vendo a animação dos pares dançando em grande alvoroço teria comentado : “Até parece tico-tico no farelo…”. Mas, por já existir uma outra música com o mesmo título, o nome atual seria adotado em 1931, ao ser incluída num disco da Orquestra Colbaz. Em 1942 foi gravada pela então considerada a “Rainha do Choro” Ademilde Fonseca e em 1945 ganharia o reconhecimento internacional através da gravação de Carmen Miranda, a tal “Pequena Notável”, que também a incluiria no filme “Copacabana”, em 1947.

Antes disso, no começo da década de 1940, já havia sido incluída em trilhas de 6 filmes produzidos em Hollywood.

“Tico tico” já foi gravada por cantores, cantoras, orquestras, corais e solistas em todo o mundo, incluindo-se aí performances de Ray Conniff e sua Orquestra, Perez Prado, Paco de Lucia, The Kings Singers, Cluster Sisters. Dalida, Michel Legrand, João Bosco, Zizi Possi, Daniela Mercury, Waldir Azevedo, Altamiro Carrilho, Ney Matogrosso, Stan Kenton e tantos outros que a lista não caberia aqui neste modesto espaço.

Uma curiosidade : Aurora Miranda  gravou uma versão em esperanto (aquela pretendida língua universal)  em seu LP “Brazilo Kantas Por Pli Bona Mondo” ( O Brasil Canta Por Um  Mundo Melhor), em 1970.

No nosso “Beny Chagas Music Show” desta semana destacamos uma gravação muito interessante, com um dos grupos musicais mais emblemáticos já surgidos na música brasileira, a Banda Black Rio. Sugiro que você confira.

Fontes : “A canção no Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello; arquivo pessoal e Tópicos na Internet.

(Foto: Liga Entretenimento/Divulgação)

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

Sábado e domingo às 10 da manhã pela Mais Brasil FM de Franca, SP.

Sábado e  domingo 11 da manhã – radionovaip.com.br – Ribeirão Preto-SP

Sábado 10 da manhã e domingo ao meio-dia e em horários aleatórios – ponto1000.com – Ribeirão Preto-SP

Envie suas sugestões para inclusão nos roteiros de programação: (16) 3017-2030, whats app (16) 9 8192-6052 e e-mail [email protected].

Estaremos divulgando em breve os horários das demais retransmissoras.

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Não abro mão de sua companhia! 

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

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