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Saúde

Medicamentos para diabetes e obesidade poderiam tratar a covid-19, mostra estudo

Por Rosana Ribeiro 6 de setembro de 2020 2 min de leitura

​​A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk estuda se uma nova classe de medicamentos que ajuda as pessoas a perder peso e controlar a diabetes também tem potencial no combate à covid-19, afirmou a agência de notícias americana Bloomberg.

“A indicação inicial é que a classe GLP-1 é realmente benéfica na Covid-19. Isso não é inesperado, porque esta é a classe de agentes que visa os fatores de risco para resultados ruins da Covid-19”, afirmou Thomsen à agência.

Os medicamentos GLP-1 incluem Ozempic, para diabetes, e Saxenda, para obesidade, ambos da Novo, assim como Trulicity, da Eli Lilly, e Bydureon, da AstraZeneca.

As divulgações preliminares de um estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, já havia apontado que o medicamento antidiabético metformina também pode ajudar a salvar pacientes mulheres com Covid-19 em estado grave.

De acordo com a pesquisa norte-americana, entre mais de 6.200 adultos com diabetes ou obesidade que foram hospitalizados com a doença e observados pelo estudo, as mortes foram mais baixas entre mulheres que haviam preenchido suas prescrições de metformina do que entre as que não tomavam o medicamento.

Os pacientes com Covid-19 podem sofrer de uma condição inflamatória na qual o sistema imunológico reage exageradamente ao vírus, causando danos que são piores do que a própria infecção. 

Estudos mostram que a semaglutida, o ingrediente-chave do Ozempic, “atenua a inflamação sistêmica” em pessoas com diabetes e obesidade, disse Thomsen à Bloomberg.

Segundo a agência, a Novo afirmou estar realizando novos estudos e tornará públicos os resultados se puder comprovar os dados preliminares. 

Thomsen acrescentou que não há evidência clínica de que os medicamentos GLP-1 tenham um efeito antiviral sobre a Covid-19.

Pesquisas indicam que pessoas obesas e com diabetes correm alto risco de sofrer casos graves da Covid-19.

“Obesidade, hipertensão e diabetes são grandes fatores de risco para resultados ruins. Mas também para que o vírus aumente ainda mais a pressão sobre sua condição cardiometabólica”, afirmou Thomsen à Bloomberg.

*Informações Revista Época

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