Mudar não é fácil, já que criamos uma zona de conforto e sair dela é uma tarefa que deve reunir muitas virtudes, como força de vontade, resiliência, foco, etc. Somos cheios de desculpas como “estou velho demais”, “não tenho dinheiro”, “falta tempo” e tudo isso só ajuda a deixar tudo como está.
Claro, você já deve ter lido que não podemos conseguir resultados
diferentes fazendo sempre a mesma coisa. Não chegaremos a um lugar diferente se formos sempre pelo mesmo caminho.
Mas o fato é que mudar pode muitas vezes significar sobreviver, respirar com mais gratidão o ar nosso de cada dia; buscar com mais eficiência o pão nosso de cada dia, colocar a cabeça no travesseiro e dormir um sono restaurador e tranquilo.
Para começar a mudar, precisamos esquecer o passado. Tirar das costas o peso de situações que só continuam existindo em nosso coração. Perdoe-se, nada vai mudar o que já foi. Só é possível mudar sua vida a partir de agora. Se você consegue perdoar seus próprios erros, fica mais fácil perdoar a quem te fez mal. Seja grato por ter vivido tudo o que viveu e ainda ter a chance de escolher novos caminhos.
Diz a lenda que as palavras a seguir foram escritas na tumba de um bispo anglicano (1100 d.C.), nas criptas da Abadia de Westminster:
“Quando era jovem e livre e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo.
Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria, e assim reduzi um pouco os limites de meu ideal e decidi mudar apenas meu país.
Porém este, também, parecia imutável.
À medida que chegava ao crepúsculo, numa última e desesperada tentativa, procurei mudar apenas minha família, aqueles mais próximos a mim, mas, ai de mim, eles não mudaram.
E agora, deitado em meu leito de morte, subitamente percebo: se eu tivesse apenas mudado a mim mesmo primeiro, então, pelo exemplo, eu teria mudado minha família. Com sua inspiração e estímulo, eu poderia ter melhorado meu país e, quem sabe, até ter mudado o mundo”.
*Esta coluna é semanal e atualizada às segundas-feiras.


