Mais um ano velho se vai, enquanto o ano novo bate à porta. Separados por 365 dias, os dois anos se encontram de raspão, meia noite do dia 31 de dezembro. Um ciclo que termina e outro que começa. A vida é assim mesmo, feita de ciclos, de partir e chegar, de dormir e acordar, de começar e tentar acabar para completar mais um ciclo.
A festa, a comemoração pelo fim do ano velho e o começo do ano novo serve para motivar as pessoas a, outra vez, determinar mudanças que esperam conseguir fazer no novo ano e avaliar as que conseguiram fazer no ano velho.
A cada ano novo que chega, a cada ciclo que termina, parece ser a hora de reescrever a sua estória, renascer das cinzas, derrubar as paredes e finalmente, soltar as amarras e navegar por um ciclo novinho em folha de realizações e felicidade.
Na verdade, não precisamos efetivamente esperar a passagem de ano para fazer tudo isso. A presença real não está no ano passado ou no ano que vem, está aqui e agora. É sempre hora de se perdoar, de perdoar a quem nos tem ofendido, de despertar e agir por um mundo melhor, especialmente ao seu redor, propagando o bem em ondas, de alma em alma.
Tenho certeza que acontecem muito mais coisas boas que ruins, só que as últimas são notícia, as primeiras não. Precisamos tirar as nuvens negras que de vez em quando pairam sobre nossos corações e olhar também as boas ações que acontecem todo dia à nossa volta.
Que tenhamos força e fé para enfrentar o novo ciclo e transformá-lo em um caminho de luz.
Feliz 2016!
*Esta coluna é semanal e atualizada às segundas-feiras.


