
Lula é ótimo orador. Desde os tempos de sindicalista metalúrgico. Sabe discursar e usar as palavras certas para sensibilizar as massas. É inegável. Mas como disse a minha amiga Susana Carvalho Ferreira: “O canto da sereia é doce, mas lhe puxa para as profundezas dos mares revoltos”.
E é mesmo! Aliás, discursos antigos do ex-presidente atingiram a mim. Votei nele algumas vezes, incluindo sua eleição. Acreditei na mudança e no estatuto do PT, que é muito bom (me julguem) – tem um olhar importante para a questão social. No primeiro mandato foi muito bem. Já a partir da reeleição (e eleição de Dilma)…a máscara, dele e do partido, apareceu. Se lambuzaram com as delícias do poder.
Resta ao PT, o do Estatuto, se reerguer das cinzas. As urnas municipais dirão que rumo o PT deve tomar daqui pra frente. Há cidades que nem candidato o partido conseguiu impor, como é o caso de Ribeirão Preto.
Sobre o discurso de Lula diante das acusações do Ministério Público, o ex-presidente fala como se todo o processo não fosse contra ele e o PT, mas contra todos os podres desse país.
E, se entendi bem… toda ladroagem (que coloca a sociedade no prejuízo) será (ou deveria ser) perdoada se o político for para a rua “encarar o povo e pedir voto.” #MeusSaisPorFavor
Ao invés de se defender, ele (assim como Dilma) insiste em atacar, em dizer que tudo é uma conspiração contra ele e o partido dos trabalhadores e que isso, somente isso, é que está destruindo o PT. Como se todas as tramoias que estão rolando pelo país – alguns dos que a produziram (secretário, marqueteiro, líderes e políticos do PT) devidamente presos (e outros serão), não sejam a real razão do desgaste da legenda.
Lula chora, fala do tempo que foi pobre, dos conselhos da mãe. Enfim, usa de todo artifícios e artefatos para sensibilizar e se “vitimizar”.
Mas uma coisa ele aprendeu muito bem com a classe (a parte suja) política. A arrogância. O discurso de Lula, chamando todos para a luta (e do jeito que ele fala) é desejar o CAOS, a desordem.
A convicção que tenho é de que o discurso de Lula e de seus companheiros só agrada os de sempre, os desavisados e os intelectuais que ainda brigam por um Estatuto – que não existe na prática – e seguem com suas ideologias e militância cegas.
PS: A frase “não temos provas, mas temos convicção” não foram ditas por Dallagnol e Henrique Pozzobon. Foram palavras pinceladas de momentos distintos da apresentação para defender o político do PT.



