
Uma Mesa Redonda marcada para o próximo dia 06/04, às 14h, na sede do Ministério do Trabalho em Franca poderá decidir se os trabalhadores da saúde terão melhor proposta salarial dos hospitais filantrópicos e particulares e de clínicas e casas de saúde, ou se terão mesmo que levar avante o “Estado de Greve”.
A possibilidade de greve se tornou real depois que em Assembleia realizada nesta quarta-feira (30/03), os trabalhadores se reuniram na sede do Sinsaúde de Franca e Região, na Vila Industrial, e rejeitaram as propostas das duas entidades representativas dos empregadores.
Os patrões oferecem reajuste de apenas 10%, escalonados em três vezes ao longo do ano. O Sinsaúde fechou uma pauta que tem como base reajuste de 11,08%, referentes ao INPC do IBGE no período (data-base é 1º de março).
Foram discutidas as propostas do Sindhosfil – Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos de Ribeirão Preto e Região (que abrange as Santas Casas de Franca e região, além do Hospital Psiquiátrico Allan Kardec, também de Franca) e do Sindhosp – Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clinica e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de SP.
As duas entidades patronais ofertaram 10% de reajuste (menor que o INPC do IBGE que foi de 11,08% e solicitado pelo Sinsaúde), assim mesmo de forma escalonada, divididos em três parcelas:
- 5% de reajuste referente aos meses de março, abril e maio (sobre salários de fevereiro).
- 7,5% dos meses de junho, julho e agosto, sobre os salários de fevereiro.
- 10% de reajuste a partir de setembro, incidindo sobre os salários de fevereiro.
Os pisos salariais da categoria também seriam reajustados na mesma proporção das propostas patronais (também divididos em três vezes), o que também foi rejeitado pela assembleia dos trabalhadores.



