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SILÊNCIO

Por Cesar Colleti 28 de janeiro de 2016 2 min de leitura

Na nossa fase de bebê, teve um momento em que todos ao nosso redor esperaram que disséssemos a primeira palavrinha, ou “mamã” ou “papá”, e isso significou para nossa família um momento de muita alegria, pois estávamos começando a comunicar com o mundo e, de alguma forma, a fazer parte da tribo, pois pelos mesmos comportamentos nos sentimos identificados com o grupo e isso de alguma forma nos faz sentir pertencentes e incluídos. E durante alguns bons anos somos incitados a falar, a escrever, a darmos nossa opinião, a termos conhecimento sobre tanta coisa, a participarmos na sociedade de forma ativa, com nossa opinião bem formada e coerente sobre os fatos e ocorrências no mundo. Quase como se nossa identidade estivesse relacionada com as palavras, com o que acreditamos e compartilhamos nas nossas interações diárias. Mas chega um momento na vida em que, talvez seja isso a que chamamos maturidade, queremos mais ouvir, escutar, prestar atenção ao que nos rodeia, ao que é falado, mais do que querer falar ou opiniar sobre alguma coisa. E aí descobrimos o silêncio que existia em nós e no mundo antes da nossa primeira palavrinha, como se voltassemos a ser aquele bebê amoroso e recetivo, presente e atento a tudo num corpo de adulto. É no silêncio que encontramos um espaço de verdadeira comunicação com Deus e com o mundo que nos rodeia. Experimente, não custa nada e pode trazer novas possibilidades de comunicação para a sua vida.

Para mais informações e contatos com o colunista visite o site: www.josesebastiao.net

*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.

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