A combinação perversa de três riscos – fiscal, político e da condução da crise sanitária da pandemia da covid-19, está por trás do patamar elevado do dólar do Brasil, que não cede apesar da maré favorável para o fortalecimento do real frente à moeda norte-americana.
Na virada do ano, a expectativa de muitos craques do mercado era de que a perspectiva do início do ciclo de alta de juros pelo Banco Central (BC) e o boom de alta de commodities (produtos básicos, como petróleo, grãos e minério de ferro) contribuiria para a valorização da moeda brasileira. Mas esse movimento não aconteceu.
Economistas ouvidos pelo Estadão apontam que o dólar poderia estar abaixo de R$ 5 se não fosse o “caldo” de incertezas que rondam a economia brasileira em 2021. Na sexta-feira, a moeda americana fechou em torno de R$ 5,60, no oficial.
Tem algo diferente no Brasil: sobra dólares e nem assim o valor da moeda americana cai. Isso é novo.




