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30 cientistas de 8 países detonam grandes hidrelétricas amazônicas

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Custo benefício de barragens e hidrelétricas gigantescas não compensa e especialistas estão reafirmando a urgência do uso de formas mais limpas de energia como a Eólica e a Solar na África, na Ásia e por aqui também na Amazônia: confira este post que completa e amplia hoje as informações que ontem postamos aqui do Observatório do Clima.

 

Universidade do Texas também alerta sobre 450 barreiras que vão colocar em risco natureza e população devários países, no caso, inclusive, o Brasil
As sequelas socioambientais impactam a economia, a ecologia e tornam insustentáveis as megahidrelétricas

Os efeitos da construção de barragens de usinas de energia hidrelétrica precisam urgentemente ser dimensionados, alertam cientistas de 30 universidades e entidades ambientalistas de vários países: é uma questão que se refere diretamente ao Brasil, tendo sido tema de reportagem de Vitor Caputo no site da revista Exame e no Planeta Sustentável também. Um novo levantamento está sendo publicado agora na revista científica Science que também investiga o assunto, de grande importância para países que utilizam esse tipo de fonte de energia, como é o caso do nosso país. Ontem, nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia a gente postou informações e comentários sobre o posicionamento crítico às grandes barragens e hidrelétricas gigantescas, no Pará, em toda a Amazônia, feitas pelo ecólogo paraense Carlos Peres, com o apoio da rede Observatório do Clima: este post se mostra de maior atualidade ainda diante deste levantamento internacional que mais uma vez em suma realça o valor das energias realmente limpas como a Eólica e a Solar, mais econômicas e mais ecológicas ou seja, sustentáveis. O balanço do custo benefício das grandes hidrelétricas não é positivo diante das conclusões deste novo estudo que foi feito tomando como base as bacias dos rios Amazonas, Congo (na África) e Mekong (na Ásia). A conclusão dos especialistas ressalta que nesses três rios estão sendo construídas ou planejadas 450 barreiras hidrelétricas para geração de energia. Estas enormes construções, barragens e intervenções nos três dos maiores rios do Brasil, da África e da Ásia com certeza causarão sequelas socioambientais e desequilíbrios do ambiente de grande monta. E além do mais, vão significar a extinção de várias espécies de peixes, que são além de vitais para manter os ecossistemas, alternativas de alimentos para as populações nestes países.  “As bacias desses três rios abrigam um terço dos peixes de água doce de todo o mundo”, afirmou Kirk Winemiller, líder do estudo e professor da Universidade Texas A&M. As 450 barreiras colocam em risco as vidas de muitas espécies de peixes. E podem acelerar a morte da natureza nas regiões onde já estão sendo construídas ou pelo menos planejadas. Os planos de implantação envolvem realocação de populações e desflorestamento de grandes áreas. “A falta de transparência durante a aprovação de uma barragem levanta dúvidas sobre se financiadores, empreendedores e governos estão agindo corretamente, já os cientistas e ecologistas estão cientes dos riscos e fazendo o alerta, é uma questão também de cidadania levar em conta a realidade destes fatos”, disse Leandro Castello, um dos autores do estudo coletivo que reuniu alguns dos especialistas em energia mais respeitados no planeta. Para os pesquisadores, as análises de impactos precisam ser mais aprofundadas. De acordo com eles, pela primeira vez é possível fazer análises profundas com uso de satélites sobre biodiversidade e ecossistema. Esses dados seriam capazes de balancear o custos e benefício da energia que se obtém com as enormes hidrelétricas. Os especialistas estão alertando que um processo mais detalhado e transparente traria diversos benefícios. Os financiadores das obras poderiam ficar mais tranquilos, as populações e as naturezas nestes locais seriam menos afetadas e os impactos ecológicos seriam bem menores. O levantamento econômico e ecológico foi realizado por cientistas de 30 universidades, governos e organizações ambientalistas de oito países diferentes, que se uniram neste mutirão pelos rios e pela mudança na estrutura energética a favor de um desenvolvimento sustentável de verdade.

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Algumas regiões como a Amazônia precisam de soluções de desenvolvimento sustentável de verdade
Os prejudicados não são só peixes e os índios: megahidrelétricas prejudicam a economia e a ecologia dos países assim como os consumidores e a população da África, da Ásia, do Brasil

Amanhã, aqui neste microblog, mais informações para você, esteja onde você estiver, paz, Padinha!

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região