O brasileiro é o povo mais inseguro quando se trata da proteção de dados. É o que aponta o levantamento da consultoria Accenture, realizada recentemente em 13 países. Dos 1.400 executivos de alto escalão e 10 mil funcionários de outros níveis, entrevistados na pesquisa, 77% relataram preocupação referente a forma que as empresas possam estar utilizando suas informações pessoais. Outros 76% alegaram temer que seus dados sensíveis – raça, etnia, opinião política, religião, filosofias, orientação sexual, genética, biométrica e dados relacionados a saúde – possam ser alvos de ataques cibernéticos.
E as desconfianças só aumentam. Casos como os da Cambridge Analytica, do Facebook e outras entidades financeiras dão sinal de alerta em todo o mundo. De acordo com a publicação Wired – especializada em tecnologia – este ano ocorreu a maior violação de dados da história, onde mais de 800 milhões de e-mails e senhas foram invadidos e compartilhados, resultando na exposição de mais de 12 mil arquivos com 87 gigabytes de dados.
LGPD
Quando se trata de proteção de dados, o Brasil é um dos países mais atrasado da América Latina. Desde 1999, o Chile tem sua lei vigorando, enquanto que, em nosso país a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi aprovada somente em agosto de 2018 e a previsão que entre em vigência o ano que vem. E desde sua criação tem gerado dúvidas entre empresas e cidadãos, que desconhecem os direitos e as obrigações previstas na lei.




