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250 pessoas devem passar a noite em escola tomada por estudantes

Alunos com idades entre 12 e 16 anos, além dos pais levam cobertores, travesseiros, colchonetes e alimentos

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Cerca de 250 pessoas entre pais e alunos são esperadas para passar a noite dentro da escola pública Profª Suely Machado da Silva, no Jardim Brasilândia, em Franca.

O colégio foi ocupado por manifestantes nesta quarta-feira, que permaneciam no local até o início da noite. No começo da tarde eram cerca de 50 pessoas, mas com o decorrer do dia o número aumentou.

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Os manifestantes protestam contra a reorganização escolar que será implantada em janeiro de 2016 pela Secretaria de Educação. O projeto prevê o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes para instituições de ensino da região onde moram. O objetivo da reorganização, segundo a secretaria, é segmentar as unidades em três grupos (anos iniciais e finais dos ensinos fundamental e médio), conforme o ciclo escolar.

Grande parte dos alunos da escola Profª Suely Machado da Silva, no Jardim Brasilândia, serão transferidos para o Ângelo Gosuen. O Movimento na escola de Franca tem o apoio do Grupo de Estudantes da Unesp. “Eles estão contribuindo com colchões, alimentos e até apoiadores financeiros para o nosso movimento”, disse o líder do grupo em Franca, que pediu para reportagem do Jornal da Franca para não ter o nome divulgado.

Durante o período que a reportagem ficou dentro da escola, era grande a movimentação de manifestantes. Alunos com idade entre 12 e 16 anos, além de pais. Cobertores, travesseiros, colchões, colchonetes e até alimentos ganharam os lugares dos livros, carteiras e cadeiras dentro das salas de aula. “Viemos preparados para ficar o tempo que for necessário, essa situação precisa mudar”, disse um aluno de apenas 14 anos.

Os pais apoiam o manifesto. “É um abuso, com essa modificação meus filhos terão que caminhar cerca de trinta e cinco minutos a mais para chegar na escola. A volta vai ser a mesma coisa”, disse Silvia Helena, que tem dois filhos no colégio.

Funcionários da escola trabalham normalmente. O contato deles com os alunos é feio apenas pela grade de um portão que dá acesso ao pátio, que foi trancado por cadeado e corrente e cercado por mesas e cadeiras.

A manifestação é pacifica a exemplo de outros colégios em todo o estado. A PM faz apenas acompanhamento com uma viatura estacionada na porta do colégio. “Estamos aqui só para manifestar, não vamos criar confusão e muito menos violência”, finalizou o líder do movimento.

Outro lado

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que continua disposta a dialogar com os manifestantes que ocupam algumas unidades de ensino da capital e região metropolitana, apesar das constantes negativas desses grupos. A secretaria lamenta que grande parte dessas invasões seja liderada por representantes de movimentos que desconhecem o processo de reorganização da rede de ensino. O órgão diz que reconhece o direito à livre manifestação, mas ratifica que não pactua com movimentos político-partidários que não têm como objetivo a melhoria da qualidade de ensino e cerceiam o direito dos alunos de assistirem às aulas. A secretaria informa ainda que todo o conteúdo pedagógico perdido será reposto.

A secretaria não informa quantos estabelecimentos de ensino estão ocupados no estado.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região