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Caminhão dos Correios levava 8 mil pares de calçados falsificados

Carga apreendida desta vez supera 7 mil calçados irregulares interceptados no ano passado

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Carga apreendida supera os 7 mil pares falsos apreendidos ano passado

A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu 8 mil pares de calçados falsificados e sem marca na última sexta-feira (13), na divisa da capital federal com Goiás

Segundo a corporação, os produtos são avaliados em R$ 800 mil e estavam em  um caminhão dos Correios, que teria sido comprado em leilão da empresa e ainda exibia parte dos logotipos.

O motorista de 62 anos foi detido. O filho do suspeito e um funcionário, que também estavam no veículo, prestaram depoimento e foram liberados como testemunhas. A abordagem foi feita por policiais civis à paisana.

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Segundo a chefe da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, Mônica Ferreira, os produtos foram comprados em Nova Serrana – cidade polo calçadista de Minas -, e seriam revendidos a comerciantes das feiras de Ceilândia e dos Goianos, em Taguatinga.

Caminhão tinha sido comprado em leilão e ainda usava selo dos Correios

Sozinha, a carga apreendida nesta sexta supera os 7 mil calçados irregulares que foram interceptados durante todo o ano passado. 

“Isso traria de receita para o Estado, a Receita Federal, o DF, R$ 240 mil em impostos. Dinheiro que poderia ser revertido em melhoria no serviço público social tais como criação de sala de aula, leitos em hospitais e delegacias”, diz Mônica.

A carga misturava produtos falsificados, com referências a grifes internacionais, e pares de calçados sem marca alguma. Segundo a delegada, os que têm marca falsa serão incinerados e os outros serão tributados para o pagamento da multa.

Ao perceber que seria abordado pelos policiais, o motorista tentou dar meia volta com o veículo, mas foi perseguido e preso junto com os outros dois funcionários. 

Testemunhas chegaram a pensar que o veículo dos Correios estava sendo assaltado porque os policiais estavam à paisana, segundo a delegada.

O motorista do caminhão prestou depoimento e foi liberado no mesmo dia. Além de violação de direito de uso da marca, ele deve responder por falsificação de selo e sinal público por usar o símbolo dos Correios sem autorização

Cesar Colleti

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