O Sitraemfa (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo) negou a proposta apresentada pela Fundação Casa em audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e manteve a greve dos trabalhadores da fundação.
Em Franca está instalada a unidade Dom Hélder Câmara, no extremo norte da cidade, abrigando 114 menores infratores. Há também na região as unidades de Batatais e Ribeirão Preto. Nestas unidades, os funcionários cumprem a determinação do TRT e mantém 70% do efetivo trabalhando.
Ainda na sexta-feira, em assembleia geral da categoria, os trabalhadores da Fundação Casa decidiram pela continuidade do movimento grevista.
Com a falta de acordo, ficou agendada uma nova audiência para hoje quarta-feira (18), no Núcleo de Negociações Coletivas do TRT. No entanto, essa nova rodada de conversação só acontecerá caso os funcionários voltem ao trabalho, no chamado ‘estado de greve, segundo comunicado da Fundação.
A Fundação Casa confirmou a proposta apresentada. “A instituição propôs ao Sitraemfa um reajuste de 2,61% sobre o salário de março, mais 2,55% a partir de setembro, incidindo também sobre o primeiro aumento e sobre os benefícios.
De acordo com o sindicato, a Fundação Casa propôs percentual de 2,61% de reajuste sobre o salário de março de 2016, e mais 2,55% a partir de setembro, o qual incidiria sobre o salário já reajustado, repercutindo nos benefícios.
Ainda segundo a entidade, pela continuidade eminente da greve dos trabalhadores, o desembargador Francisco Jorge Neto propôs que fossem discutidas 11 clausulas.
São elas: licença maternidade, segurança no ambiente de trabalho, diminuição da jornada de trabalho para pedagogia, dependentes de necessidades especiais, atestados médicos, faltas abonadas, abertura de concurso, plano de cargos e salários, escala de trabalho, índice de 42,68%, piso salarial e reajuste benefícios.
Entenda o caso
Na última semana, o TRT foi acionado para auxiliar na conciliação entre o Sitraemfa e a Fundação Casa, que está com 30% dos agentes e funcionários de todas as unidades do Estado de São Paulo em greve desde o dia 07 de maio.
Os trabalhadores reivindicam melhorias na infraestrutura do trabalho e reajuste salarial de 42,64%.



