
As quatro principais cidades da região – Franca, São Joaquim da Barra, Batatais e Orlândia – mostraram uma tendência de déficit em oferta de leitos do SUS – Sistema Único da Saúde – segundo levantamento feito pelo Jornal da Franca e publicado em matéria exclusiva na sexta-feira (20).
Junto com as quatro cidades, a matéria do Jornal da Franca mostrou também a situação da oferta de leitos SUS em outras 16 cidades, no período de uma década, de 2006 a 2016.
A triste realidade que se extrai da pesquisa é que a relação leito/habitante só potencializa a má qualidade dos serviços de saúde tratativa.
Em São Joaquim existe a situação mais grave, com 1 leito para cada grupo de 737 moradores da cidade que tem 50.110 habitantes.
Em Franca a oferta é de 1 leito para cada grupo de 694 francanos, em Batatais um para cada aglomerado de 644 habitantes e em Orlândia, 1 leito para cada grupo de 723 orlandinos.
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CIDADE |
POPULAÇÃO |
LEITOS |
LEITO/HABITANTE |
|
Franca |
342.112 |
493 |
1 para cada 694 |
|
Batatais |
60.589 |
94 |
1 para cada 644 |
|
São Joaquim da Barra |
50.110 |
68 |
1 para cada 737 |
|
Orlândia |
42.678 |
59 |
1 para cada 723 |
Reveja aqui a matéria
Franca e 19 cidades têm 1,5 mil leitos SUS com redução de 207 unidades em 10 anos
Entre as quatro principais cidades em termos de atendimento hospitalar na região, entre 20 cidades, Franca e Batatais foram as únicas que aumentaram a oferta de leitos, assim mesmo abaixo do crescimento populacional do período, que foi de 7,67%.
As cidades de São Joaquim da Barra (com -38) e Orlândia (-13) perderam leitos SUS e o resultado é que o envio de pacientes para Franca acabaram por tornar nula a criação das 45 novas vagas na Santa Casa de Misericórdia e Hospital Allan Kardec.
Situação nos últimos 10 anos
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CIDADE |
EM 2006 |
EM 2016 |
SALDO |
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Franca |
448 |
493 |
+45 |
|
Batatais |
81 |
94 |
+13 |
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São Joaquim da Barra |
106 |
68 |
-38 |
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Orlândia |
72 |
59 |
-13 |
No Brasil
Levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou uma queda de 24 mil leitos de internação no período entre 2010 e 2015.
A redução foi observada em 19 Estados. As áreas mais afetadas foram psiquiatria, pediatria, obstetrícia e cirurgia geral. As vagas para internação de ortopedia e traumatologia identificaram um efeito inverso: foram as únicas especialidades que apresentaram um crescimento no período maior do que mil leitos, de acordo com o CFM.
Sudeste e Nordeste foram as regiões que apresentaram mais redução no período, em números absolutos, informa o levantamento. No Rio, 7 mil leitos foram desativados desde 2010. O fenômeno, no entanto, não foi identificado em todo o País.
Oito estados apresentaram ampliação na oferta de vagas de internação no sistema público de saúde. No Rio Grande do Sul, foram 807 vagas a mais no período 2010-2015. No Mato Grosso, foram 397.
O Ministério da Saúde contesta os dados. Em nota, a pasta informou que, no período entre janeiro de 2010 e março deste ano houve um acréscimo de 12,2 mil leitos ofertados no SUS.
A única área que apresentou uma queda na oferta, informou a nota, foi a de psiquiatria. O fenômeno é resultado da política adotada pelo governo de privilegiar o tratamento ambulatorial de pacientes psiquiátricos.
Em 2010, eram 32.735, em 2015, eram 25.009, representando uma redução de 51,3%.



