
Atenção! Esse texto contém um pouco de ironia, misturado com realidade e uma boa dose de ilusão. Você decide onde cada um se encaixa.
Não há crise ou inflação no Brasil, dizem aliados governistas e o próprio governo. Será que eles fazem compra no supermercado? Será que estão empregados (com carteira, sem carteira, informalmente?) e ganhando aumentos compatíveis?
Bom.. manda avisar aí que esse ano não vai dar pra passar férias na praia com a família – não me refiro as de fora do país os àquelas do nordeste (tão caras), mas as do litoral norte da capital paulista – aqui pertinho. Não tem crise, não tem inflação, mas também não tem grana.
Agradeço ao (des)governo atual que dirige o “País das Maravilhas”, onde não há corrupção, mensalão, petrolão, metrolão, inflação e outros “ãos”.
Mas quem liga? Faço parte da Elite Branca (oi?), dos caras que saem na rua com camisa da CBF (oi?) – outra instituição metida em escândalos.
Tá certo. Apenas a elite branca vai ao supermercado. Pobre recebe cesta básica porque não sobra dinheiro para comprar o seu próprio alimento. Mas o atual governo não é o dos pobres? Quem recebe bolsa família não saiu da linha da pobreza?
Fico aqui pensando, eu aqui de cima da classe social (a elite branca, lembra?), como os pobres conseguem sobreviver/comer mediante a tantos aumentos? Aumento de energia, de combustível, de água, de cesta básica, de frutas e verduras.
Todos os partidos roubam? Sim, mas há alguns que nem se envergonham ou disfarçam mais. Pelo contrário, riem, porque sabem que ‘o laranja’ será preso/solto/preso/solto, enquanto os poderosos tripudiam na nossa inteligência. livres, dando palestras caríssimas com churrascos regados a cachaça.
Já votei em Lula. Já votei em FHC – nos primeiros mandatos de ambos. Atualmente voto em Marina Silva. E, desculpem-me os amigos petistas, mas o atual discurso desconexo de Lula e Dilma é uma ofensa à inteligência de quem ouve. A verdade é que, o atual governo perdeu o rumo administrativo, a sensatez, a racionalidade e, sobretudo, a ética. Portanto, além da crise financeira, passamos por uma crise moral e ética.
Escolas fechadas no Estado de São Paulo
Uma faixa no protesto de Penápolis resume o que muitos gostariam de dizer sobre o fechamento de 150 escolas pelo governo Geraldo Alckmin.
“Economize seus luxos, da Educação não dá para tirar mais nada”. Aliás, essa faixa pode ser usada em Brasília, não?
Essa “reorganização” das escolas gera dúvidas, estranheza e restam perguntas: Como esses estudantes vão se locomover até suas novas escolas? Quão mais cedo terão que se preparar para ter acesso a esses novos lugares? Por que não consultar a população sobre esse remanejamento? E por que não encontrar outros prédios para as ETECs? Com o fechamento definitivo, as escolas que vão receber os alunos remanejados estão preparadas? Quantos alunos por classe o professor terá que lidar?
*Esta coluna é semanal e atualizada às sextas-feiras.



