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Agências bancárias já fecharam 4.553 postos de trabalho só neste ano

Só a Caixa Econômica Federal fechou, sozinha, 1.318 postos de trabalho ao longo dos últimos meses do ano

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A crise econômica pela qual atravessa o Brasil está refletindo em todos os setores da economia. A última Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta segunda-feira, 30, pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, prova isso.

Segundo o levantamento, nos quatro primeiros meses de 2016, foram fechados 4.553 postos de emprego bancário em todo o país. No Estado de São Paulo foram fechados o maior número de postos, seguido do Rio de Janeiro. Os números foram coletados da Análise do Castro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego.

A análise por setor de atividade econômica demonstra que os “bancos múltiplos, com carteira comercial”, CNAE, que engloba grandes instituições como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, juntamente com a Caixa Econômica Federal, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo.

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Maiores cortes 
Dez estados apresentaram saldos negativos de emprego. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, com 2.508 cortes (55,1% do total) e Rio de Janeiro, com 862 cortes (19%). O estado com maior saldo positivo foi o Pará, com geração de 85 novos postos de trabalho bancário, seguido da Paraíba, com 27 postos gerados.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os Bancos Múltiplos com Carteira Comercial, categoria que engloba grandes instituições como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC fecharam 3.254 postos de trabalho. E a Caixa Econômica Federal fechou, sozinha, 1.318 postos.

Motivo do Desligamento 
Do total dos desligamentos, 58% foram por demissão sem justa causa e, portanto, por iniciativa dos próprios bancos, num total de 7.016 demissões. Por outro lado, apenas 31% partiu do próprio trabalhador bancário, com 3.694 pedidos de demissão.

Desigualdade entre Homens e Mulheres 
As 3.685 mulheres admitidas nos bancos nos quatro primeiros meses de 2016 receberam, em média, R$ 3.077,51. Esse valor corresponde a 74,7% da remuneração média auferida pelos homens contratados no mesmo período (de R$ 4.118,28).

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é pior na demissão. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos entre janeiro e abril de 2016 recebiam R$ 5.562,35, que representa 72,2% da remuneração média dos homens que foram desligados dos bancos.

Faixa Etária 
Os bancários admitidos concentraram-se nas faixas até 24 anos, com saldo positivo de 1.751 postos abertos. Por sua vez, nas faixas dos 25 anos para cima o saldo foi negativo em 6.304 postos de trabalho.

Fonte: DIEESE

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