
Olá a todos! É sempre um prazer vir aqui e esclarecer dúvidas e expor conteúdo a respeito de saúde, esse assunto tão extenso e complexo. Gostaria hoje de falar sobre o trabalho multidisciplinar. Isso é o trabalho feito em conjunto com profissonais de diversas áreas da saúde e que de alguma forma complementam o tratamento de um mesmo paciente, tendo o enfoque na orientação completa e multidirecional, abrangendo, portanto, todos os aspectos que estejam envolvidos em seu problema.
O tema pode ser de grande importância e às vezes, tem-se a impressão que isso não é bem seguido na nossa sociedade. A tendência muitas vezes tende a ser o isolamento de uma área segmentada e tão específica que fica contido em um único olhar, perdendo assim, a complexidade que o indivíduo é. Darei um exemplo do que acontece no cotidiano:
Na área da fisioterapia, osteopatia e quiropraxia em Franca, é muito comum recebermos pacientes indicados de outros profissionais como médicos e psicólogos, porque o individuo que adoece geralmente passa pelo médico que lhe encaminha a fazer exames e a tomar medicamentos. Tais sintomas podem ser remissivos, mas podem recidivar, ou seja, voltar, sendo necessário nesse caso o acompanhamento do fisioterapeuta. Se esse paciente, por exemplo, deixa de trabalhar, praticar esportes ou fazer algo que gostava antes de lesionar, possivelmente vai desenvolver um quadro de melancolia e isso pode gerar problemas psicológicos, sendo necessário o encaminhamento para o profissional da área. Se esse paciente tem dificuldades em voltar a se relacionar em sociedade, seja por conta de sequelas do tratamento ou por conta de uma dificuldade física, entra aí a terapia ocupacional, importante na reestruturação social desse indivíduo. Quando há de fato o interesse na recuperação integral do paciente, é de suma importância o pensamento multidisciplinar; é impossível e altamente enviesado que um único profissional seja capaz de abranger toda a necessidade de todos os casos de adoecimento de um individuo, pois é cada vez mais comum a especialização aguda em áreas de conhecimento e isso promove, de fato, um enfoque bem mais específico nos problemas, mas também retira do foco áreas que não estão relacionadas.
É preciso que o profissional reconheça os limites de sua atuação e conceda a outros colegas e ao paciente a oportunidade de dar continuidade com vistas ao bem-estar e qualidade de vida do indivíduo que nos procura. Hoje há ainda, infelizmente, uma grande distância entre as profissões, tanto por receio de não estar fazendo a coisa certa, ou por não conhecer o profissional certo para o caso, quanto por questões financeiras, entendendo que estaria “perdendo” aquele paciente. Ora, a visão estreita sempre afeta aquela que mais precisa e menos entende, portanto é importante que o profissional esteja atento as outras profissões complementares a fim de pode ter mais autonomia e confiança na indicação e obter feedbacks em troca, fazendo um acompanhamento de perto e com um olhar amplo para com quem nos procura.
*Esta coluna é semanal e atualizada todas as sextas-feiras.



