Os funcionários e professores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Franca após duas assembleias nesta sexta-feira, 3 de junho, votaram contra as propostas de reajustes salariais do Estado oferecidas aos servidores e mantiveram as greves.
O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) se reuniu na última segunda-feira, 30 de maio e manteve a proposta de reajuste de 3% sobre o salário para a USP, Unicamp, Unesp e Centro Paula Souza. No entanto, a reitoria da UNESP só se comprometeu a conceder o aumento, assim que as sua condições financeiras permitirem.
Os
trabalhadores reivindicam 9,34% de reajuste salarial, 3% de reposição de perdas
e aumento nos vales, congelados desde 2013.
Para o servidor técnico-administrativo Gilvan Mendes de Souza, representante do Comando de Greve em Franca, a reunião de hoje foi muito importante para a categoria. “Mais de 50% dos funcionários aderiram à greve e estão dispostos a continuar com a paralisação, que começou na última quarta-feira, 1º de junho”, disse Souza.

Ainda nesta sexta-feira, 3, no período da manhã, os professores da UNESP também aderiram a paralisação. Duas novas assembleias estão marcadas para a próxima quarta-feira, 8 de junho. No período da manhã acontece a reunião dos professores e à tarde dos funcionários da UNESP.
De acordo com nota enviada pela Assessoria de Imprensa da UNESP ao Jornal da Franca, a instituição se comprometeu a conceder esse reajuste assim que as sua condições orçamentárias e financeiras permitirem, confirmando o que foi dito por Gilvan de Souza. Ficou acordado ainda o futuro agendamento de reuniões técnicas para acompanhar a situação financeira das universidades públicas paulistas.
Até a adesão dos professores, as áreas afetadas envolviam, principalmente, atividades em setores da administração e de apoio técnico.



